mais memórias para:
verdepinheiroemsepia@gmail.com

domingo, 24 de janeiro de 2010


Eu sempre fui mais livros. Mas lembro-me bem, como se tivesse sido ontem, de brincar com o pião, o papagaio, a fisga (qualquer semelhança com brincadeiras de rapazes é puríssima coincidência!), enquanto marchava uma daquelas sombrinhas de chocolate da Regina ou um saquinho de Peta Zetas...
Já não serão muito do meu tempo as bonecas de trapos e as bolas feitas de meias, mas recordo-me de ver, nas festas populares, os tradicionais brinquedos de madeira.
Ora, há pouco tempo, os meus pais ofereceram ao neto um desses brinquedos antigos que não sei nomear, mas descrevo: um pau tipo bengala com uma roda na ponta cheia de bolinhas com guizos. Hoje, o miúdo (autor da minha felicidade e do meu desespero pelo 516º dia sem dormir) andou o dia todo com o dito, qual detector de metais, à procura de ouro pela casa fora. É que não se cansava! E ia aos sítios mais recônditos, entre armários e paredes, debaixo do sofá... E eu só pensava Bom, bom era aquilo aspirar!...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


A sépia é um riscador castanho escuro, cujos pigmentos são extraídos de um molusco e misturados com um mineral do tipo do giz.
Depois desta definição, urge um esclarecimento: não percebo patavina de pintura. Mas gostava de perceber. Sempre a apreciava com olhos de quem sabe. Mas gosto de fotografias em sépia e a sua definição dá-me jeito para dar um nome ao meu blog. É que a sépia, fazendo lembrar tempos idos, lembra também aquela altura em que era estúpida e desejava ter vivido em tempos shakespearianos. As roupas eram giras, as pessoas eram românticas, criava-se grande literatura. E tudo isto, claro, em tons de sépia. Depois descobri a frequência com que (não) tomavam banho, desisti de me montar no meu DeLorean e fiquei no meu tempo.
Para além disto, a sépia é um riscador (e eu farto-me de riscar, todo o santo dia) castanho escuro, da mesma cor com que os meus olhos observam o mundo. Tem a dita pigmentos vindos do molusco (do latim molluscus, que significa mole, tal e qual a minha barriga há já 17 longos e orgulhosos meses). Ainda por cima misturados com algo da família do giz, que uso na minha actividade - cada vez menos felizmente para as minhas alergias. Mas também, acabaram-se essas e começaram outras...
De modos que a sépia tem tudo a ver comigo!

Verde pinheiro porque foi a cor do olhar que conquistou o meu coração.



domingo, 17 de janeiro de 2010



Este blog nasce hoje
porque me apetecia há já algum tempo mas não tinha o que partilhar. Agora tenho. Tanto.