mais memórias para:
verdepinheiroemsepia@gmail.com

domingo, 22 de agosto de 2010

as coisas favoritas de verde pinheiro em sépia #2

Máquinas do tempo

Quem me dera ter uma. Dava-me mesmo muito jeito.
Ontem, enquanto via o filme The Time Traveler's Wife (o primeiro que consigo ver do início ao fim, sem interrupções, em muito tempo!), voltei a sonhar com o jeitaço que me dava poder movimentar-me no tempo. Para o passado, principalmente, que é a ele que estou presa. Mas o futuro também seria interessante (para uma pessoa que gosta de ler os livros a começar pelo fim, principalmente. Quer dizer, não são só os livros, são os filmes, as séries, até os concursos. Gosto do American Idol. É a febre de sexta-feira à noite cá em casa. Mas primeiro, para ganhar gosto pela coisa, vou à net ver quem ganha. Caso contrário, não tenho apetite para ver o programa e agora já fechava parêntesis que isto vai longo ou então se calhar é melhor mudar de parágrafo

Ao passado é que era! Pode ser numa destas

mas já com o Michael J. Fox ao volante.
Mas depois vinha a correr para aqui embalar o João.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ora se verde pinheiro em sépia tem coisas favoritas, também as há que a tiram do sério e, com as suas mãozinhas esguias, lhe trepam pela cavidade oral, alcançam a garganta e dão vómitos terríveis.

Cá estão






e são de evitar em fases de DPM!!!!!!!!






Gentinha que diz "a minha empregááááda".


"A minha empregááááda está doente, não sei quem me vai passar a roupa a ferro."
"O bebé fica com a minha empregááááda enquanto vou à manicure."
"A minha empreááááada já me deixou o almoço adiantado."


Ui!! Ca nojo!
Diz que se vai reformar. Diz que ansiava pelo momento em que lhe fosse possível conjugar a idade com o tempo de serviço para não ter penalização.
Pois alguém tem que a substituir. E, se esta querida pode ter um segmento sobre as suas coisas favoritas, eu não posso porquê? Só porque ela arrota notas ao pequeno-almoço e eu não? Pode ser que alguém venha cá ao estaminé e, numa fúria de piedade, resolva mandar-me uns trocados.




AVISO: Esta rubrica que hoje se inicia não é uma wishlist!




Mas se alguém quiser vir cá buscar ideias para me mimosear, sinta-se à vontade!














Convém analisar cuidadosamente os objectos mais caros úteis...







Pulseira Pandora

Acho a ideia giríssima. Ter no pulso símbolos dos melhores momentos da minha vida e das pessoas que me marcam é mesmo próprio de quem tem o romantismo entranhado.


Faltam-me algumas peças fundamentais, que estão cuidadosamente assinaladas a fluorescente no catálogo que se encontra na tua mesinha-de-cabeceira. Obrigada.




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por que é que


o Discovery só dá anúncios dobrados em espanhol?!
Uma gaja lava a louça a correr, recolhe a roupa seca e põe mais uma máquina a lavar, aspira a carpete da entrada que estava um nojo, põe flores fresquinhas na jarra, arruma o crochet no cestinho, coloca as almofadas por ordem de cores no sofá, e quando pode, finalmente, sentar-se com uma mini e uma mão de amendoins para ver o Top Gear espetam-lhe com anúncios dobrados em espanhol!!
Não está bem!!!!!!

Adenda




a este post:

"Pipi Meias Altas, Pipilota para os meninos sou..."


Fenomenal!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sente-se que é Verão


e o calor faz-lhe inchar as pernas!

Há quem fique opado com o calor e há quem fique estúpido!

Já não é a primeira vez que encontro num blog o desabafo de quem se sente incomodadíssimo pelo facto de encontrar carrinhos de bebé no areal quando vai à praia.
E de facto é compreensível que a ideia estapafúrdia de se chegar à praia e carregar 15 kgs de gente e um carrinho de bebé incomode.
Faz muito pouco sentido que alguém que viva a 10/15 minutos da praia se enfie no seu bólide, percorra todo um caminho até lhe cheirar a algas e depois volte para casa por não arranjar onde estacionar o veículo. Porquê? Porque os lugares estão todos ocupados pelos carros daqueles que se sentem incomodados pelos carrinhos de bebé na praia.
Quando esta gente que se queixa de tal parolice na sua zona exclusiva do areal tiver um dia uma criança vai precisar de uma grande amplitude anal. É que convém terem onde guardar os carrinhos para não fazerem cenas tristes!




terça-feira, 20 de julho de 2010


Sempre que leio um livro ou vejo um filme, começo pelo fim. Lembro-me desta mania desde que me lembro de mim: primeiro, a última folha, ou a última cena. É muito mais aliciante ter um DVD na mão e ir ao que interessa do que estar numa sala de cinema a espirrar por causa do ar condicionado sem saber qual é o fim do filme até chegar ao fim do filme. É muito mais aliciante ler a última página de uma história do que estar num suspense aborrecido do início ao fim do livro.
Na verdade, o que me interessa não é o fim , mas o que aconteceu para se chegar a esse fim. Fins qualquer um arranja. Mas a viagem até lá...

Sentiu as pontas do dedos endurecidas pelo tempo percorrer-lhe os sulcos da face. Também o seu rosto havia sido fustigado pelos anos.
- A sensibilidade na ponta dos dedos vai desaparecendo com a idade, meu amor...
- Não te sinto as rugas com os dedos, querida. Sinto-tas com a alma.
- Que poeta me saíste!
- E adivinho! Não te disse que ainda me vinhas parar aos braços?
Nos braços também se perde a força. Mas o abraço sentiram-no os dois com a alma.


Vejamos o que sai daqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

No meu tempo...





Nunca prestei atenção aos desenhos animados.

Mas agora não se vê outra coisa cá em casa.

Os de hoje são muito violentos. Desde os pontapés do Dragon Ball à atitudezinha das Bratz. São um incentivo à destruição da harmonia social. É por causa deles que os miúdos não sabem estar.


A malta da minha geração é que sim. Aprendemos tanto com o que víamos e ouvíamos na TV.


Por exemplo, o gato:

"Atirei o pau ao gato to to / Mas o gato to to / Não morreu eu eu"



Pois... se calhar não foi o melhor exemplo. Incita ao felinocídio.


Hããã... vamos tentar outra:



"Que linda falua, / que lá vem, lá vem, / é uma falua, / que vem de Belém.


Eu peço ao Senhor Barqueiro / que me deixe passar, / tenho filhos pequeninos / não os posso sustentar.

Passará, não passará, / algum deles ficará, / se não for a mãe à frente, / é o filho lá de trás."



Porra!... Nem comento!



Alecrim, alecrim aos molhos,

Por causa de ti
Choram os meus olhos.


É! Eu também tenho este problema, mas é mais com aquelas flores amarelas do Gerês.

Vamos recuar um poucochito.


Cantava a Heidi nos anos setenta:


"Avôzinho diz-me tu,

Quais são os sons que oiço eu.
Avôzinho diz-me tu,
Porque eu na nuvem vou.

Diz-me porque já são horas,
e diz-me porque eu sou tão feliz."



Ó, Heidi, em 1974, tu deves ser feliz porque ainda restava no ar algum vestigiozito do Woodstock, não? E essa história de na nuvem ires... humm...


Experimentemos o teu primo:


"É um no porto italiano / mesmo ao pé das montanhas / que vive o nosso amigo Marco


(...)


Vais-te embora mamã!?
Não me deixes aqui.
Adeus mamã.
Pensaremos em ti."


Provavelmente, Marco, a mamã foi ali queimar o soutien e vem já.



Assim de repente, não sei porquê, acho que prefiro o Dragon Ball e as Bratz!




terça-feira, 29 de junho de 2010

Jabulani


au revoir
αντίο 
arrivederci 
goodbye
adeus

Agora vou só ali ver como se escreve temos pena nestas línguas todas e volto já... 

Ah! Outra coisa: que alívio no fim do último jogo de Portugal. Silêncio total na rtp1 hd! Não tenho nada contra o seleccionador espanhol, mas pelo menos estivemos uns minutos sem barulho. A malta daquele país saberá que tem um grave problema de varejeiras?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Acabaram-se os vidros limpos


Pensar que dantes tinha a mania dos vidros limpos, divisões arrumadas, tralha onde ela deve estar (bem escondida para ninguém deitar fora, porque vai daí um dia pode ser precisa e está ali à mão)...
O que mais aprecio nos dias que correm, em minha casa, são as marcas, dedadas e lambidelas que teimam em não sair dos vidros. E as miniaturas de toalhas que ocupam agora os espaços. Colheres e garfos pequeninos. Brinquedos. Brinquedos. Roupinha. Brinquedos. Tudo espalhado. Por todo o lado. As olheiras e, mais abaixo, um sorriso que não se apaga.

Irritam-me as pessoas que se queixam que os filhos não as deixam dormir, que passam a noite a acordar e que já não aguentam mais. Nunca as ouvi queixar-se das noitadas e das queimas e das tainadas.


Hummm

Eh pá, tenho que parar de me queixar...