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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

After all you haven't lost that lovin' feelin'

Quando uma bitchy gripe nos ataca e atira para a cama é que percebemos que entra tanta gente conhecida no Top Gun!!
Só me lembrava do Tom, do Val e da Kelly, mas está lá o gajo do Robocop, o de Picket Fences, o dos Heroes, não me lembrava que a Meg Ryan também entrava, o Goose é o do ER?, olha o Mr. Strickland, e o Tim Robbins, chiiii o tipo das Asas nos Pés...
Carregadinho, o raça do filme!

Lembrei-me agora que sempre quis ter um blusão de aviador. Nunca saiu de moda, pois não? E a palavra blusão?


Finalmente entendo a velha máxima com a idade vem a sabedoria.

O que sabia a eu dezona? Que sabia tudo. Que os pais nunca tinham razão. Que os gajos eram como os rebuçados e vinham em sacos de plástico ranhosos. Que ia casar com o Richard Dean Anderson (versão MacGyver) e, de seguida, com o Bret Hart. Que as amigas eram para toda a vida.

A eu vintona? Que, se estudasse bastante, aos trinta tinha um SLK e ensinava em Cambridge. Que não ia casar com o não-sei-das-quantas-que-aparece-no-Stargate. Nem com o Bret. Que algumas amigas eram para toda a vida.

Depois dos 30 sabemos mesmo muito mais. Sabemos que começa tudo a cair. Sabemos que não volta nada a subir. Sabemos que o que enruga não volta a desenrugar sem várias idas à farmácia ao pé da escola. Sabemos que o SLK do vizinho em cinzento é que é giro. Sabemos que uma amiga ficará connosco por vários anos: a Celu Lite. Sabemos onde fica Cambridge. Sabemos que a partir daqui não melhora.

É pena que quem nos manda tanta sabedoria não enfie sorrateiramente umas notas na nossa carteira para irmos corrigir o excesso de conhecimento.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os girinos dão-nos a volta à vida

De há uns tempos para cá, todos os dias, um casal traz um menino de 4 anos para brincar aqui atrás no parque. Têm ambos um ar desistente, vestem-se sempre de preto e usam uma cara triste. Todos os dias vêm cá. Devem viver perto, mas nunca antes os tinha visto. Parece que o mundo lhes caiu em cima. Caminham lentamente, cabisbaixos, com roupas desbotadas e rasgadas. O menino usa sempre as mesmas sapatilhas rotas. Parece feliz. Não sei que grau de parentesco os une, mas são muito próximos. O preto faz adivinhar o pior. Diria que desistiram da vida. Mas quem dedica tanto tempo do seu dia-a-dia a uma criança e lhe acaricia o cabelo na hora de ir para casa, triste por deixar a brincadeira, não pode ter desistido de nada. Antes muita gente coberta de dourados e vermelho da cabeça aos pés soubesse transformar a tristeza num amor assim. Aquele miúdo é feliz por muito velhas que sejam as sapatilhas.

as coisas favoritas de verde pinheiro em sépia #3


Legumes crus. Feijão verde, nabo, couve-flor, abóbora. Preferência por esta ordem. Provavelmente fruto de uma infância passada no meio do batatal. Mas, no topo do top, tomate (grande) cortado ao meio carregado com meio saco de sal grosso. Pá! Até me cresce água na boca.
Eu e a comida temos uma relação problemática e abusiva. É que não sou capaz de parar. Tenho que comer acompanhada (ou num restaurante muito caro) para me avisarem quando está na hora de parar. A minha sorte é que, durante a gravidez, trabalhava no Porto e podia comer tripas à vontade! E picles. Às 4 da manhã. E litradas de capuccino. Muitas tripas mesmo. A travessa toda só para mim. Ia comer sozinha à quinta-feira. E o restaurante era baratucho. Ainda dizem que os desejos são caprichos...

sábado, 28 de agosto de 2010

Sufixos... bahh!


Encontrei a definição de sexyeza sexysão sexytude sexydade sexydez ser sexy.


Hoje de manhã, a praia de Espinho estava um espetáculo (vou poupando os cês para a palavra que mais vou dizer quando tiver mesmo que aplicar o acordo)! Exclamava quem tinha acabado de chegar do Allgarve que aqui se estava muito melhor. E a água? Já não me lembrava de a sentir assim: uma extensão plana e fantástica morna-a-atirar-pró-quente. Vinha a sair da água, a olhar para o que se consegue ver de nós próprios sem um espelho e a pensar


Há lá algo mais sexy do que uma mulher a escorrer água salgada, com um bikini suficientemente grande para tapar a cicatriz da cesariana, suficientemente armado para levantar mamas que amamentam há vinte e quatro meses e a carregar um matulão de dois anos?


Pois, eu logo vi que não.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vai buscar!


Knowing, The Time Traveler's Wife, Tooth Fairy, Angels and Demons e The Back-up Plan em 3 dias. E mai nada!

Convém registar, que isto tão cedo não se repete...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

cuidado, não escorregue: este post está carregado de inveja e barrado com chantilly


A Soraia Chaves está a falar. Não tenho o comando por perto nem me apetece levantar para o procurar. Portanto tenho mesmo que assistir aos seus trejeitos a la Monroe. E estava aqui a pensar que deve ser extremamente fastidioso viver com uma pessoa sensual. Imagino o acordar, lânguido e arrastadiço, logo eu que acordo cheia de fome e tenho que comer logo qualquer coisita antes de começar a agredir quem me apareça pela frente, e, à mesa, Querida, o que queres para o pequeno-almoço? Humm... po-de ser pão (nesta fase já estaria a outra pessoa a desejar que a gaja queira mesmo só pão, seco, sem nada) me-ta-de com man-tei-ga e a ou-tra me-ta-de com mar-me-la-da e se qui-se-res po-des tra-zer chan-ti-lly pa-ra me be-sun-ta-res as co-xas e tra-zi-as tam-bém u-ma gi-le-te já a-go-ra que o e-fei-to é pa-re-ci-do...

E não, isto não é inveja. Teria sido há uns tempos atrás. Agora já só invejo intelectos. Desde que vi a Eva Herzigova depois de ter sido mãe sinto que sou uma mamã mui-to sen-su-al...

domingo, 22 de agosto de 2010


Numa conversa sobre jogadores de futebol com mulheraças e actores bem-parecidos com aventesmas, discutíamos o motivo que leva as pessoas a quererem uma vida em comum e alguns casais que parecem não fazer sentido mas fazem. Argumentei que são as diferenças entre o casal que mais os unem. Não concordou. Acrescentei, pensando que ia rematar a conversa, que o que mais me atraiu nele foi o seu lado mais desportivo e que, provavelmente, ele teria gostado mais do meu lado literário. Não, gostei mesmo foi do teu lado traseiro!

Over and out!

as coisas que enojam verde pinheiro em sépia #2


Pessoas que dizem, de peito cheio e nariz para a lua, "eu sou muito frontal", "o que tenho a dizer digo na cara" e outras pérolas desta categoria.

Nunca alguém foi suficientemente frontal para lhes dizer na cara que isso não é frontalidade? Isso é falta de chá. É falta de educação. É não saber estar em sociedade.

Acredito que a primeira regra de convívio é a hipocrisia. Considero-a até bastante carinhosa. É que esta não implica cravar uma naifada nas costas de alguém. Significa sim que digamos aos outros algo agradável que não é verdade mas vai fazer a diferença na sua boa disposição e que não lhe digamos algo verdadeiro competamente desagradável e que nada de bom vai trazer à sua existência.

E não ser frontal não é idêntico a ser mau profissional, mau amigo, má pessoa. Aliás, por já o ter visto, vezes demais, sei que as naifadas vêm das pessoas "frontais".

É que, demasiadas vezes, calar é amar.