
As pessoas que começam TODAS as suas intervenções com "Não..." tornam o meu dia mais alegre.



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De há uns tempos para cá, todos os dias, um casal traz um menino de 4 anos para brincar aqui atrás no parque. Têm ambos um ar desistente, vestem-se sempre de preto e usam uma cara triste. Todos os dias vêm cá. Devem viver perto, mas nunca antes os tinha visto. Parece que o mundo lhes caiu em cima. Caminham lentamente, cabisbaixos, com roupas desbotadas e rasgadas. O menino usa sempre as mesmas sapatilhas rotas. Parece feliz. Não sei que grau de parentesco os une, mas são muito próximos. O preto faz adivinhar o pior. Diria que desistiram da vida. Mas quem dedica tanto tempo do seu dia-a-dia a uma criança e lhe acaricia o cabelo na hora de ir para casa, triste por deixar a brincadeira, não pode ter desistido de nada. Antes muita gente coberta de dourados e vermelho da cabeça aos pés soubesse transformar a tristeza num amor assim. Aquele miúdo é feliz por muito velhas que sejam as sapatilhas.

Encontrei a definição de sexyeza sexysão sexytude sexydade sexydez ser sexy.
Hoje de manhã, a praia de Espinho estava um espetáculo (vou poupando os cês para a palavra que mais vou dizer quando tiver mesmo que aplicar o acordo)! Exclamava quem tinha acabado de chegar do Allgarve que aqui se estava muito melhor. E a água? Já não me lembrava de a sentir assim: uma extensão plana e fantástica morna-a-atirar-pró-quente. Vinha a sair da água, a olhar para o que se consegue ver de nós próprios sem um espelho e a pensar
Há lá algo mais sexy do que uma mulher a escorrer água salgada, com um bikini suficientemente grande para tapar a cicatriz da cesariana, suficientemente armado para levantar mamas que amamentam há vinte e quatro meses e a carregar um matulão de dois anos?
Pois, eu logo vi que não.
