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quarta-feira, 19 de março de 2014

Amor de Filho em Dia de Pai

Ao almoço, o pai manda uma cacetada descomunal com o joelho na pata da mesa. Com um ar preocupado, o João observa o pupá a queixar-se e a mudar de sítio para não voltar a bater. Passados alguns minutos, ouve-se entre dentes:
Bolas! Ainda bem que eu estou sempre sentado a meio da mesa.
Enfim... amor de filho...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sabemos que estamos a criar bem os filhos quando tentamos domar uma gastro enfiadas na cama e do outro lado da casa, no quarto do mano, o João adormece o Pedro a cantar-lhe docemente o "sobe sobe balão sobe".

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ora porra! Isto vai levar muitos asteriscos!

Hoje de manhã disse para mim: vou dar um descanso à máquina e vou lavar esta roupinha toda à mão. Aproveito o sol maravilhoso que finalmente resolveu dar a cara e ainda consigo por a corar os bodies e as camisolas e calças cheias de nódoas que para aqui andam. Dou uso ao bom velho sabão macaco e, como está vento, num instante isto seca tudinho. Estive a manhã to-da nisto. Era um montão. Esfreguei, esfreguei, fiquei com os dedos num oito, lixei o verniz todo, mas a roupa estava a abanar ao vento ali na varanda ainda antes do meio-dia. Ao fim da tarde estava tudo seco. 
Olho lá para fora, sorrio, orgulhosa e satisfeita por finalmente conseguir secar um estendal sem ter dar uso ao aquecedor. Quando desalapo o rabo do sofá para ir recolher a roupa, uma put* duma gaivota faz um voo raso à varanda e cag* roupa, estendal, varanda, vidros, tudo. 
Fod*-se, agora vai tudo para a máquina! Não vou voltar a lavar tudo à mão! 
Quando a máquina acabou de lavar, começou a chover. *******!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Por que é que uma pessoa passa toda uma vida a tentar convencer os outros de que fez escolhas acertadas, de que é mesmo aquilo que quer, que há muitas opções mas só aquela nos satisfaz e quando, aleatoriamente, decide fazer inversão de marcha e tomar um rumo diferente, chega a casa e TODOS os dias ouve "hoje vens muito bem-disposta", "agora andas sempre a sorrir", "estás contente, não estás?", "acertaste finalmente?"?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 trouxe-me algumas novidades e solidificou o que já era parte de mim. Ensinou-me que afinal sei e consigo fazer muito mais do que imaginava. Sou, somos muito para além das fronteiras que por ingenuidade ou por preguiça traçamos a nós próprios. Por isso, 2014, anda cá, senta-te aqui no meu colo que eu digo-te como é!




E, tal como ano após ano, por toda a vida, já sinto o vento na cara...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Meu querido mês de novembro,
Passaste num ápice, trouxeste muitas coisas novas (e boas), continuas a ser um dos meses do meu coração. Pega lá, como sinal do meu obrigada pelo cheiro a lareiras e castanhas assadas que me bate na cara quando abro a janela:






sábado, 2 de novembro de 2013

E quando acordo de manhã e me apercebo que um dos piratas se pisgou a meio da noite para a cama do mano?

domingo, 13 de outubro de 2013

Há dois tipos de mulher. Encontrarem-se os dois no mesmo espaço é coisa para dar asneirada.
No shopping, aproveitei uma das correrias dos miúdos para apanhar um balão e pisguei-me para uma sapataria, só para espreitar as modas. Partilhavam o mesmo sofá uma miúda com a mãe a experimentar sapatos rasos (esta pertence ao primeiro tipo, o das cabras) e duas amigas que babavam para cima de uns sapatos com tacão de 15cm (estas pertencem ao segundo tipo, o das que não gostam de cabras). A conversa entre as duas distraiu-me da prateleira das botas:
- O que eu gostava mesmo era de ser uma mosca para ver o que o meu marido anda todo o dia a fazer!
- Credo! Nem pensar! Já me chega ter que olhar para ele quando estamos em casa!
 
Enquanto eu pensava ora aqui está uma boa teoria!, a miúda grita para a mãe naquele tom alto mas que não deixa de ser finoqueseilá:
- Mámi, (não, não era o inglês mummy, era mesmo assim mesmo - mámi), por que é que a mámi não compra uns sapatos como os destas senhoras que são tão altos e tão giros?
- Oh, minha querida, porque esses sapatos (e aponta para os pés da outra) são para quem não faz nada na vida! A mámi não pode usar aquilo!
 
Quando a dos sapatos para quem não faz nada na vida se levantou com as mãos na anca, eu saí. Parece que pertenço a um terceiro grupo que desconhecia: o das que não têm tempo para ver porrada, porque os filhos demoram muito pouco tempo a escolher a cor do balões à porta da chicco.