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sábado, 28 de junho de 2014

Então e sopa? Os teus filhos gostam de sopa?

Ontem, depois de jantar, os miúdos foram brincar para o quarto.

Mamããããã, disse o João com toda a calma, era melhor o Pedro sair de cima da minha cama, porque acho que tem cocó nas meias e vai sujar os lençóis.

Fui espreitar. Não é cocó, filho, é sopa. Deve ter-se sujado a comê-la há bocadinho.

Sopa? Sai já daí, mano. Que nooooojo!


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sou professora há catorze anos. Já ensinei língua portuguesa, português e literatura portuguesa, inglês, história e geografia, expressão dramática e teatral, a miúdos do secundário, do terceiro ciclo, do segundo, a adultos do recorrente, EFA e CEF, turmas de percurso curricular alternativo e adultos em formação, vigiei exames de todas as áreas, percorri o país e conheço amiúde as zonas norte e centro. Confesso que é a primeira vez, e já ouvi, li e vi muita coisa, que fiquei mesmo, mesmo, mesmo de boca aberta:

Ora então e a sinestesia. Alguém sabe explicar em que consiste?


É a mistura de sensações, não é, stora? Tipo, a parede branca e fria - tem a visão e o tacto.
Ah, mas então os invisuais não conseguem entender esta figura de estilo, como não vêem...
Estás parva ou quê?
Ah, pois é, entendem se lerem o texto naquela linguagem deles... o... o... hebraico!!


(Alunos de 12° ano de línguas e humanidades, cá beijinho. Agora ide estudar.)

Ter filhos é uma chatice... (continuação)



Efetivamente, tudo muda quando nos aparece uma criaturinha lá por casa que em tudo depende de nós. Mesmo quando já nem em tudo deveria depender.
Levante o dedo a mãe que consegue ir à casa de banho e terminar o que ia fazer sem procurar atrapalhada o rolo de papel, provavelmente já espalhado pelo chão ou enrolado à volta da maçaneta, antes de ter que o fazer com um ou dois putos já ao colo.
Levante o dedo o pai que consegue terminar continuar começar a jantar sem sobressaltos, interrupções barulhentas e nervos à flor da pele.
Levante o dedo, ainda que timidamente e a acenar que não, que consigo não é assim, a mãe que nunca disse anda lá depressa que ele deve estar a acordar para mamar e vê lá se não me tocas nas mamas que não me apetece estar a lavá-las outra vez.
Levante o dedo o pai que papava dois ou três filmes por noite antes de se esparramar no sofá e ficar lá até às 5 da manhã e agora tenta vislumbrar uma ou outra série entre intervalos de Disney Channels Cartoon Netwoks.
Levante o dedo a mãe que ia tentar disfarçar as estrias e pneus para a varanda enquanto devorava Cosmopolitans e Vogues esticada ao sol e agora usa as revistas para marcar as balizas enquanto dá uns chutos na bola que lhe estragam o verniz vermelho acabado de atirar para as unhas dos pés.


Pronto, podem baixar.

É que depois eles correm assim, lado a lado, esperam um pelo outro para nenhum dos dois perder a corrida e... enfim... é uma chatice.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ter filhos é uma chatice

Anda aí uma grande polémica, mas eu, desde que me vi envolvida numa cena de pancadaria no liceu por causa de um rapaz que nem conhecia, fujo assim que me cheira a esturro. E esta polémica cheira mesmo. Vem um pediatra diz que tal, a malta grita que absurdo, vem outro diz que nem por isso bem pelo contrário, a malta grita que absurdo, junta-se-lhes quem tem sempre uma opinião sobre tudo, quem nunca tem opinião sobre nada mas gosta de espalhar as dos outros, enfim, cenas do faroeste que nem ao Lucky Luke lembraram. Por isso, jovem, se desde que nasceram os teus filhos,

não consegues fazer em condições as coisas lá pelo WC

não consegues fazer em condições as coisas lá pela cozinha

não consegues fazer em condições as coisas lá pelo quarto

não consegues fazer em condições as coisas lá pela sala

não consegues fazer em condições as coisas lá pela varanda

então está identificado o teu problema: a tua casa é uma merda. Muda de casa!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pois é, pois é, vem aí o verão. Eu cá já tenho andado a tratar da linha para não fazer figurinhas na praia e não me importo nada de partilhar o meu doloroso plano de treino. Contudo, devo avisar previamente que se trata de exercício árduo e não o aconselho a pessoas que não estejam minimamente preparadas para sacrifícios desta natureza.
Comecemos pelos agachamentos, tão relevantes para recuperar ou manter a firmeza do rabiosque: a primeira coisa que fiz foi colocar os pacotinhos de belgas na prateleira de baixo. Ir buscá-los obriga-me a um intensivo exercício de várias séries (daí a importância de serem pacotes individuais), naturalmente interrompido por momentos de pausa (enquanto as mando abaixo) e que, desde que se tenha o cuidado de escolher bolachas de que realmente gostemos, pode ser repetido ao longo do dia.
Outra parte imprescindível deste plano passa pelo treino de abdominais: esta parte é das mais fáceis, não entendo por que se queixam tanto de trabalhar esta zona. Eu limito-me a dispor as mini-barras de Bounty no sofá o mais longe possível do meu alcance. Quanto mais longe estiverem, mais trabalho esta área.
Para queimar gordura: fazer dois filhos que só querem a mãe para isto e para aquilo. São muito autónomos, atenção! Mas para lá chegarem tive muitas vezes que desejar sentar-me na espreguiçadeira e ensaiar o movimento de o fazer para ouvir imediatamente um mãenheeee e nem chegar a roçar a almofada quanto mais alapar o coiso. Ora, isto, parecendo que não, exige muita flexibilidade (no que toca à paciência) e é bastante glúteofriendly.
Sinto, honestamente, que este plano está a funcionar. Espero que se vá notando mais e mais lá para julho ou assim.


Entretanto também já adquiri um triquini que me tape consistentemente as partes, não vá isto não se dar. Mas duvido.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Estou tão crescida! Fiz um teste credibilíssimo de idade mental no facebook: 21 anos. Eu logo vi que a minha postura não é adequada à idade!

quarta-feira, 26 de março de 2014

João, vamos, vai buscar o teu casaco.

Tudo eu, nesta casa, tudo eu! Mamã, também que começar a fazer alguma coisa!

Hein?!?



Pupá, desliga-me esse computador. Isso faz muito mal aos olhos e ao cérebro, sabias? Acorda prá vida, pupá!

Hein?!? Hein?!?





Há noites em que uma gaja não pode ler coisas como esta sem ficar abananada.

terça-feira, 25 de março de 2014

E quando o jantar está pronto e o João chama o mano para a mesa?
Anda, filhote, vamos comer!

:)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Momento embaraçoso do dia

Estávamos a chegar a casa, aguardávamos a chegada do elevador, onde vinha a vizinha. Saiu, nós entrámos e, naquele momento em que cruzámos olhares com um sorriso de boas-tardes, o João diz (muito alto) Ui, que cheira tão mal aqui dentro!

Ainda estou aqui a pensar se o meu acenar com a cabeça aliado ao sorriso que tinha nos lábios pareceu:
um boa tarde e até loguinho,
um caramba, João, podias ter esperado que a senhora saísse,
ou um realmente o meu filho tem razão e a senhora podia ter esperado por sair do elevador.