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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Qual é a escova de dentes do João?

Cars? 
Nã... Acha muito infantil.

Jake o pirata?
Nã... Acha muito infantil.

Angry birds?
Nã... Acha muito infantil.

Invizimals?
Nã... Acha muito infantil.

Sponge Bob?
Nã... Acha muito infantil.

Qualquer clube de futebol?
Nã... Acha muito infantil.

Então?





E fui eu a comprei para dar ao pai. Vamos continuar a falar de maturidade?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Estou aqui a olhar para o Pedro, a fazer horas para irmos para a cama. Está ali ao pé do sofá a esgaçar uns quantos angry birds com uma concentração que, de vez em quando, se desfaz em gargalhadas. Quando se ri, olha para cima, fixa-me o olhar e atira-me um daqueles sorrisos que só ele é capaz de inventar. É tão doce este meu menino. Tem um olhar malandro que me deixa a alma ofegante.
Daqui a pouco vamos entrelaçar-nos na cantiga para dormir: o melhor momento do meu dia. Um de cada lado e eu no centro do mundo deles. É por isso que cá em casa damos muito colo, muito mimo, muitos abraços e beijinhos. Somos adeptos fervorosos do co-sleeping e das tardes passadas no sofá de mão dada e cabeças encostadas. É que daqui a nada, num abrir e fechar de olhos, deixamos de ser isto que somos agora para eles. 


E só o voltaremos a ser quando tiverem a idade que temos agora. 
Felizmente.
  
Já andávamos à procura de um boneco do homem aranha simbiótico há que tempos para o João! Nem nas lojas, nem na net, nada... Até que, no Vasco da Gama, num quiosque, lá apareceu o boneco e o miúdo ficou preso à montra. Trouxe-o na mão o resto da viagem.

Quando chegamos a casa, a avó vinha toda contente com uma prenda para o netinho. 

É uma coisa que já queres há muito tempo e a avó encomendou. Finalmente chegou e vais gostar muito!

Quando abriu o embrulho e viu um homem aranha simbiótico exatamente igual ao que comprou lá em baixo, fez-me sinal de silêncio e foi sorrateiramente esconder o que tinha para a avó não ficar triste. Este menino derrete-me.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

No restaurante do hotel, onde encontramos pessoal do mais atencioso e simpático que há, ofereceram uns balões giríssimos aos miúdos:
Toma lá um balão, porque comeste a sopa toda!
Tinham umas cores lindas e eles ficam encantados, mas no dia seguinte já quase não tinham ar.

Não faz mal! Vamos lá baixo pedir outro!
Nem penses, mãe! Ainda me obrigam a comer outra sopa!

Ainda a propósito da diferença entre homens e mulheres

Quando fomos ao zoo, estivemos a observar uma família de macacos. Espetacular! Estavam duas crias a brincar perto da água e, sempre que se aproximavam demasiado, a mãe ia buscá-las. Mesmo quando parecia estar distraída, lá lhes deitava a mão, ou a pata, e puxava-as para local seguro. Ao lado estava um macaco adulto a dar cambalhotas.

Querem que vos explique por que é que o João é um miúdo maravilhoso? Porque depois de observar aquela cena comentou:
O macaco que está a dar cambalhotas só pode ser o pai. 

E continuou o seu caminho. 

Do lado de fora, houve um silêncio constrangedor entre nós, mas cá dentro ouvia-se a minha gargalhada.


Fiz uma formação recentemente na qual, a propósito de outros temas, se discutiu a diferença entre os géneros. Foi muito porreira, com um formador fantástico. A dada altura defendeu que as diferenças entre o homem e a mulher recuam até á pré-história e é daí que vem a incapacidade de pedir ajuda quando se perde, no caso do homem, e das idas em conjunto ao wc, no caso da mulher. É que em tempos primitivos, os homens caçavam e desenvolveram uma orientação diferente da das mulheres, que eram recoletoras e se limitavam a ir colher frutos na vizinhança. Estas precisavam de ir acompanhadas umas pelas outras para se protegerem. Como ficavam em casa, aprimoraram a capacidade de cuidar da família e de tratar de vários assuntos ao mesmo tempo. Os seus companheiros ganharam uma visão afunildada (para apanharem as presas) e é por isso que, quando veem uma boazona na rua, viram o pescoço todo para a micarem. Disse ainda que, fruto desses tempos em que caçavam, os homens precisam de meia-hora de reflexão "em frente à fogueira" quando chegam a casa depois do trabalho.
A minha sugestão é: aproveitem que têm a fogueira acesa e vão adiantando o jantar. Que tal?

Do you Phil the same?

Ando numa de séries levezinhas. Não me apetece ver coisas sérias, não me apetece pensar. Então a Modern Family enche-me todas as medidas. Tudo é bom ali: a relação dos tipos, as mamas da outra, as piadas do fulano, os olhos daquela, tudo bom. Mas o Phil... o Phil é o melhor. Tudo o que ele faz e diz me faz rir. Mesmo quando não faz nada. Gosto particularmente da piada dos limões e da phil's-osophy. É levezinho. Gosto.
Desconfio que o Porto está a jogar. É que está calor, as janelas estão abertas pela rua fora e ouço os gritos vindo de todas elas. Ou será cá de casa? Já nem sei. Não percebo nada daquilo. Alias, a única coisa que sei dizer sobre futebol é que faz todo o sentido que o Lopetegui tenha posto o Quaresma a jogar na época pascal.
É sempre bom voltar. É um sítio em que me sinto em casa. Deve haver qualquer coisa que explique isto. 




  





 




Desmentido ao último post da velha do restelo

Não foi tudo uma seca! Os mais novos deliraram com os teleféricos, enquanto a mãe deles fez o percurso em pânico. Quanto maior era este pânico maior era aquele delírio. Então o do zoo, por cima dos leões!... 

João, não dês saltos!
Isto é saltar, mamã?
É! Não faças isso!
E isto é saltar, mamã?
É, também não podes fazer isso!
E assim?
Pára lá com isso! Estamos a passar mesmo por cima dos leões! 
Hehehehe
Vais de castigo para o teu quarto?
Qual? O do hotel?