Estávamos a assistir a uma representação teatral. Uma flor aparecia do nada de entre uns panos.
Olha, Pedro! É magia!
Mamã, não enganes o menino...
Por que dizes isso, João?
A magia não existe! Aquilo é só ilusão. É ilusão, mano...
Não sei por quanto tempo vou conseguir manter o Pai Natal lá por casa.
terça-feira, 14 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Estou aqui a olhar para o Pedro, a fazer horas para irmos para a cama. Está ali ao pé do sofá a esgaçar uns quantos angry birds com uma concentração que, de vez em quando, se desfaz em gargalhadas. Quando se ri, olha para cima, fixa-me o olhar e atira-me um daqueles sorrisos que só ele é capaz de inventar. É tão doce este meu menino. Tem um olhar malandro que me deixa a alma ofegante.
Daqui a pouco vamos entrelaçar-nos na cantiga para dormir: o melhor momento do meu dia. Um de cada lado e eu no centro do mundo deles. É por isso que cá em casa damos muito colo, muito mimo, muitos abraços e beijinhos. Somos adeptos fervorosos do co-sleeping e das tardes passadas no sofá de mão dada e cabeças encostadas. É que daqui a nada, num abrir e fechar de olhos, deixamos de ser isto que somos agora para eles.
E só o voltaremos a ser quando tiverem a idade que temos agora.
Felizmente.
Já andávamos à procura de um boneco do homem aranha simbiótico há que tempos para o João! Nem nas lojas, nem na net, nada... Até que, no Vasco da Gama, num quiosque, lá apareceu o boneco e o miúdo ficou preso à montra. Trouxe-o na mão o resto da viagem.
Quando chegamos a casa, a avó vinha toda contente com uma prenda para o netinho.
É uma coisa que já queres há muito tempo e a avó encomendou. Finalmente chegou e vais gostar muito!
Quando abriu o embrulho e viu um homem aranha simbiótico exatamente igual ao que comprou lá em baixo, fez-me sinal de silêncio e foi sorrateiramente esconder o que tinha para a avó não ficar triste. Este menino derrete-me.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
No restaurante do hotel, onde encontramos pessoal do mais atencioso e simpático que há, ofereceram uns balões giríssimos aos miúdos:
Toma lá um balão, porque comeste a sopa toda!
Tinham umas cores lindas e eles ficam encantados, mas no dia seguinte já quase não tinham ar.
Não faz mal! Vamos lá baixo pedir outro!
Nem penses, mãe! Ainda me obrigam a comer outra sopa!
Ainda a propósito da diferença entre homens e mulheres
Quando fomos ao zoo, estivemos a observar uma família de macacos. Espetacular! Estavam duas crias a brincar perto da água e, sempre que se aproximavam demasiado, a mãe ia buscá-las. Mesmo quando parecia estar distraída, lá lhes deitava a mão, ou a pata, e puxava-as para local seguro. Ao lado estava um macaco adulto a dar cambalhotas.
Querem que vos explique por que é que o João é um miúdo maravilhoso? Porque depois de observar aquela cena comentou:
O macaco que está a dar cambalhotas só pode ser o pai.
E continuou o seu caminho.
Do lado de fora, houve um silêncio constrangedor entre nós, mas cá dentro ouvia-se a minha gargalhada.
Fiz uma formação recentemente na qual, a propósito de outros temas, se discutiu a diferença entre os géneros. Foi muito porreira, com um formador fantástico. A dada altura defendeu que as diferenças entre o homem e a mulher recuam até á pré-história e é daí que vem a incapacidade de pedir ajuda quando se perde, no caso do homem, e das idas em conjunto ao wc, no caso da mulher. É que em tempos primitivos, os homens caçavam e desenvolveram uma orientação diferente da das mulheres, que eram recoletoras e se limitavam a ir colher frutos na vizinhança. Estas precisavam de ir acompanhadas umas pelas outras para se protegerem. Como ficavam em casa, aprimoraram a capacidade de cuidar da família e de tratar de vários assuntos ao mesmo tempo. Os seus companheiros ganharam uma visão afunildada (para apanharem as presas) e é por isso que, quando veem uma boazona na rua, viram o pescoço todo para a micarem. Disse ainda que, fruto desses tempos em que caçavam, os homens precisam de meia-hora de reflexão "em frente à fogueira" quando chegam a casa depois do trabalho.
A minha sugestão é: aproveitem que têm a fogueira acesa e vão adiantando o jantar. Que tal?
Do you Phil the same?
Ando numa de séries levezinhas. Não me apetece ver coisas sérias, não me apetece pensar. Então a Modern Family enche-me todas as medidas. Tudo é bom ali: a relação dos tipos, as mamas da outra, as piadas do fulano, os olhos daquela, tudo bom. Mas o Phil... o Phil é o melhor. Tudo o que ele faz e diz me faz rir. Mesmo quando não faz nada. Gosto particularmente da piada dos limões e da phil's-osophy. É levezinho. Gosto.
Desconfio que o Porto está a jogar. É que está calor, as janelas estão abertas pela rua fora e ouço os gritos vindo de todas elas. Ou será cá de casa? Já nem sei. Não percebo nada daquilo. Alias, a única coisa que sei dizer sobre futebol é que faz todo o sentido que o Lopetegui tenha posto o Quaresma a jogar na época pascal.
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