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sábado, 16 de maio de 2015

Depois de ver os que amo sempre bem e de me sentir realizada em todos os sentidos, nada é melhor do que entrar na cozinha pela manhã e sentir o cheirinho a pêssegos.
Estimados Gajos,
Estive a fazer as contas e, se vocês dedicassem ao vosso lar uma pequena parte do tempo e empenho que estouram na merda dos Leagues of Legends, haveria muitas casas a brilhar por esse país fora com mulheres sorridentes (e caladas) à janela a ver passar o trânsito. É uma estratégia win-win!
Ponham-se finos!


De nada.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Está bonito, está!

Parece que há para aí uma nova moda: yoga de crianças para evitar birras. Há, pelo que pude apurar, cinco possibilidades, das quais podemos escolher a que mais se adequa aos nossos filhos. A primeira é a respiração de abelha, segundo a qual as crianças, de joelhos, devem respirar imitando uma abelha; a segunda é a postura do gato, na qual os putos arqueiam as costas como um gato; a terceira é a postura do nuvem, de acordo com a qual a criançada levanta os braços para afastar as nuvens imaginárias que tem sobre a cabeça; a quarta é a postura da árvore, que consiste em procurar a quietude, a concentração e o equilíbrio; a quinta é a postura da criança, mais curvada. 

Pois deixem-me dizer-vos o seguinte: não funciona. Pelo menos cá em casa. Estas sugestões pretendem evitar ou terminar momentos de tensão e agitação. O Pedro usa-as todas, desde que nasceu, DURANTE as birras. 


Ah, espera! A menos que se refiram aos pais! Somos nós que devemos por em prática aquelas posturas? Bom, assim então é bem capaz de funcionar! Já estou a imaginar a cara do miúdo ao ver a mãe de costas curvadas, joelhos no chão, pernas dobradas, a estrebuchar ensandecida.

Vou experimentar em casa primeiro e esperar que a fase das birras passe antes de ter que o fazer no hipermercado.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

É bom que a campanha do 1 de maio do pingo doce seja guarda-chuvas a metade do preço.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mais uma vez, venho cá partilhar, porque pode dar jeito a alguém, que encontrei um novo esquema de exercício para a tal forma de verão que todas pretendemos. Lá na escola, arranjaram-me um cacifo daqueles de rés-do-chão. É assim que tratam os últimos a chegar: agacha-te para aí, tivesses vindo mais cedo. Ora, eu não podia estar mais agradecida por cuidarem tão afincadamente da minha linha. São tantos agachamentos quantos intervalos. Às vezes, quando me esqueço de alguma coisa, até lá vou mais do que uma vez de 90 em 90 minutos. 
Outra série de exercícios que faço com alguma frequência são as idas ao wc. Já sabemos que, depois de termos filhos, a bexiga aumenta consideravelmente os alarmes (os tais 90 minutos quase já não são suficientes), pelo que, como sou uma nojentinha e não me sento nas sanitas do povinho, aquela posição manhosa de cadeirinha, junto com o pavor de roçar com as pernas ou o rabo na louça contaminada, já para não falar na força para controlar tudo isto e ainda conseguir fazer sair o chichi, resultam num belíssimo exercício para trabalhar os músculos da barriga e das coxas e ainda, claro, a flexibilidade de lidar com micróbios.

Sim, sim, sou muito nojentinha. Tão nojentinha que desenvolvi uma técnica para mudar a fralda aos miúdos em pé. Aqueles fraldários públicos são tão sujos que fui aprimorando a estratégia e agora sou uma pro a mudar fraldas com as crianças em pé. Sim, também para os cocós. Mesmo aqueles mais moles. É espetacular e faz-se em qualquer cantinho. Hei de abrir ali ao lado o formulário para inscrição em sessões de coaching.

Acho que tenho a máquina de lavar roupa meia avariada

Não é que a minha roupa anda a encolher a olhos vistos? Tenho que ir ver o que passa com a sacana da máquina de lavar.
Uma música com a qual me identifico e que encaixa comigo na perfeição?

O Georginho acertou em cheio, na minha opinião. Nem é bem pela letra. Nem tão pouco pelo uuuuuuu. É mais pela parte do tararatantan. Gosto tanto.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Um dia, quando os cientistas inventarem uma forma de transformar cotão em combustível, podem estar a vontade. É só ligarem antes para não haver confusão e vêm cá à vez.

Estamos combinados.
Há tempos o padrinho do João ofereceu-me uma coisa para lá de espetacular: uns difusores de fragrâncias castebel com o - ATENÇÃO!!!!! - cheiro do Yeatman.
Adoro. Acordo e penso que estou de férias. Às vezes estou mesmo. Outras vezes é só o enganador cheiro do sabonete dentro da gaveta da mesa-de-cabeceira.  

Bom, mas isto para quê? Para lembrar que vem aí do dia da mãe. Se não houver tempo, logo a seguir vem o meu aniversário. De maneiras que, como muito apreciei este presente, era só para, enfim, lembrar que muito apreciei este presente. Gosto do cheiro do Yeatman. Gosto mesmo. 

Mas desta vez podia vir algo a acompanhar o cheiro ao hotel. Sei lá, aqueles pequenos-almoços, por exemplo. 

É só uma ideia. Eu ainda gosto muito de pão com manteiga e leite com cevada. 

Fica  a ideia.





terça-feira, 28 de abril de 2015

Hoje, em conversa com colegas, surgiu o tema a melhor forma de educar os filhos é a minha. Uma das colegas está a pensar em fazer um bebé e, com a vontade a crescer, aumentam também as dúvidas. No final, todas concordamos que a melhor maneira é mesmo a de cada uma, adequada a cada um dos nossos filhos. Não há fórmulas miraculosas e o mais acertado varia conforme os momentos. Em nada mais na vida o mais certo é tão incerto.
Quanto à minha maneira de o fazer, opto quase sempre por aplicar o que me parece funcionar melhor: manipulação. Às vezes também me passo, tenho direito aos meus momentos touaquitouaexplodir, mas raramente acontece. O meu papel é o de voz calma e acolhedora. Em caso de birra, escolho sempre desviar a atenção deles para outra coisa. Ai mas assim não aprendem a ouvir o não. Pois, mas eu também não lhes digo que sim. Querem ir pela direita, mas a mim interessa-me a esquerda: convenço-os de que a esquerda tem algo muito mais apelativo do que a direita. Ai mas assim os miúdos também nunca fazem nada do que querem. Fazem, porque deixaram de se interessar pela direita e passaram a querer a esquerda. Para além disso, às vezes acabo por virar na rua seguinte e vou ter na mesma ao parque que queriam inicialmente. No fundo, o que estou a fazer é criar pessoas que entendem que a vida às vezes não nos permite ir pelo caminho que escolhemos mas há outras maneiras de lá chegar. E uma delas é passar pela loja de carteiras que a mãe queria ver antes de chegar ao parque. A vida oferece-nos muitas formas de lá chegarmos. O mais importante é que cheguemos.



(Como eu gostava de conseguir aplicar isto a mim própria e esquecer aquela Michael Kors preta, contornar a situação e comprar uma porra qualquer. Não consigo manipula-me a mim própria. Sou uma fraquinha.)