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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Oh pá oh pá oh pá

Cobra 




Isto é coisa para encobrir muita vergonha...

Olha uma coisa,

os teus filhos brincam no banho?
Sim.
Têm o tradicional patinho de borracha?
Claro.
E têm mais brinquedos na banheira?
Evidentemente.
Quais?
O trivial.





domingo, 7 de junho de 2015

No fundo, sou uma preguiçosa.

Não acredito na educação. Pelo menos não naquela que muitos, quase todos, defendem como sendo a melhor ou única forma de criar os filhos. Quando me dizem, do alto da suprema sabedoria, que devo ensiná-los a sentar-se corretamente, que tenho que lhes proibir os palavrões, que é minha obrigação impingir-lhes horários, que é preciso ditar-lhes regras, sorrio. Não acredito em nada disso. Se calhar é porque me calhou uma sorte do caraças por ter dois miúdos fantásticos. Deve ser por isso que posso discordar e ir acenando vagamente: a verdade é que nada do que lhes possa dizer se entranhará tanto como o que lhes vou mostrando. O respeito não se ensina. À cooperação não se obriga. Não se impõe a amabilidade. Mas, lá está, às tantas penso assim porque é o que acontece cá em casa, tal como aconteceu lá em casa com os meus pais. É provável que por sempre que tenho que chamar a atenção fazer o possível por meter, lá para o meio das frases, alguns diminutivos e expressões carinhosas, os meus filhos se habituem a fazer o mesmo. É daí que vem a educação: não do que lhes dizemos que têm que fazer, mas do que nos vêem fazer. Essa sim é mais profunda e duradoura. Se me obedecem? Claro que sim. Se reclamam? Não. Fazem-nos porque sabem que é assim que se faz, mas não foi algo imposto. Foi adquirido com o que observam desde que nasceram. E não, não tenho qualquer problema com o dizer-lhe que não, que não podem. Faço-o quando é preciso, mas não é o que prefiro. O que resulta disto tudo? Isto:

Descobriram um pacote de bolachas no armário da cozinha, tiraram duas para cada um (nunca tiram mais para si próprios, pensam sempre no irmão, quer um quer outro) e foram jogar às escondidas enquanto as comiam. Eu estava a apanhar a roupa do estendal e, quando me apercebi, havia migalhas pela casa toda. Não gritei, não ralhei, nem sequer reclamei. Desabafei apenas
 
Caramba, acabei agora mesmo de aspirar a casa
 
Nem olhei para eles. Fui pousar o que trazia na mão para aspirar novamente não fossem calcá-las e ainda ter que andar a raspar o chão. Enquanto me dirigia para a lavandaria, ligam o aspirador. Pensei que tinha sido o pai, mas assim que chego ao corredor vejo o João a aspirar o chão.

Filho, deixa que eu faço isso.
Não, mamã. Fomos nós que sujamos. Vai descansar que cansada já andas tu. E tu, mano, vê como se faz, porque quando cresceres mais um bocadinho também te toca a ti.

I rest my case.

sábado, 6 de junho de 2015

É por estas e por outras que eu não vou em modas

Primeiro, pegaram nos fatos de banho, rasgaram-lhes um pedaço e chamaram-lhe trikini. Agora agarram numa t-shirt encolhida e numa cuecas manchadas e chamam-lhe tankini. Tankini? A sério? Agora é que se lembram disso? Quando era miúda, os meus avós tinham um tanque daqueles gigantes de armazenar água para regar a quinta. E nós enfiavamo-nos lá a dar mergulhos. Já naquela altura não sabia o que vestir. Agora é que me vêm com o tankini. Obrigadinha, pá!

Para que servem as almofadas dormitivas?

Nunca percebi muito bem para que servem as almofadas decorativas. Sempre achei a cama suficientemente arrumada depois de se puxar os lençóis e o edredon para cima. Em dias de festa, esticá-los bem esticadinhos e entalá-los debaixo do colchão já marcaria a diferença. Agora, aquelas almofadas servem mesmo para quê?

Ora bem, desde que o Pedro começou a dormir sozinho, comecei a colocá-las no chão ao lado dele para garantir que se caísse da cama não se magoava. Acontece que o meu filho mais novo é uma espécie de campista da vida: só está bem deitado no chão, sentado no chão, a comer no chão. Brincadeiras fixes? No chão! Dormir confortavelmente? No chão!

Quando vou ver como está, encontro-o invariavelmente a dormir no chão. Mas faz mesmo a caminha dele ali! Já lá estão as almofadas, é só puxar uma mantinha e ali fica, feliz da vida, no seu acampamento caseiro. Todos os dias. 

A camping gaz tem uns fogõezinhos portáteis porreiros. Vou arranjar-lhe um e aposto que, quando acordar de manhã, já o vou encontrar de pequeno-almoço tomado e tudo.



 

O meu filho mais velho é o diretor Strickland do Regresso ao Futuro

O João encontrou um amigo no parque. Vi-o a gritar o nome dele, a correr para, pensava eu,  brincarem juntos, a pôr-lhe o braço por cima do ombro num gesto paternal e a seguirem caminho na minha direção. Quando estavam mais próximo, consegui ouvi-lo, com um tom sensato, a dizer ao amigo
Com que então a subir muros e a atirar ramos de árvores, hã? Não sabes que podes magoar-te seriamente? E esta ventania? Queres ficar doente? Vá, vamos lá a ter juizinho, está bem?

E depois é vê-lo montar-se nos muros, atirar paralelos e tirar a t-shirt para apanhar aquele fresquinho.

Portanto, é tirar-lhes a revistinha e depois ir lê-la para o gabinete com os pés em cima da secretária, não é meu menino?

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sabes que estás cansada quando #1

queres carregar o telemóvel de música para as tuas corridinhas e procuras macacoss, orangotangoss, primatass e só à quarta tentativa é que te lembras que procuravas gorillaz.

Feel good, shake it, shake it, shake it... uu...

domingo, 31 de maio de 2015

Nestas coisas do exercícios físico, temos a estranha tendência de nos concentrarmos em pontos específicos como a barriga ou as pernas e deixarmos de lado outros que não são menos importantes. É por isso que ultimamente me tenho dedicado a trabalhar os braços. 

Então e como fazes? Vais ao ginásio?

Não. Tenho é deixado queimar tantas vezes o jantar que vou chegar ao verão com umas braçocas de fazer inveja ao Schwarzenegger.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Disclaimer

Vejo-me obrigada a fazer uma pequena correção ao post do cheiro a pêssegos na cozinha, porque acabei de passar por baixo das ramadas de uma figueira. Uau!
Há dias conversava com uma amiga que vai casar. Perguntava-me se as coisas mudam muito quando há mais do que uma escova de dentes na casa-de-banho.
Não querendo desmotivá-la, disse-lhe só que é uma questão de rádio. No início, é ao estilo da comercial: em casa, no carro, em todo o lado. Depois vêm os filhos e passa-se para a rfm: só grandes músicas (ou intervalos ou entretantos). Os miúdos vão crescendo e precisando cada vez mais de nós: tudo o que se passa passa na tsf e só lá já que no quarto não se passa nada. É mais ou menos por esta altura que aparece a m80 e recordamos com saudade todos os "êxitos" dos anos 90.
Tudo uma questão de rádio portanto.