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quarta-feira, 17 de junho de 2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

O dia em que uma mãe descobre que o filho é viciado em jogos #2

No regresso da piscina, ouve-se o aviso de depósito a precisar de combustível.

Humm... desconfio que não vamos ter energia para chegar à garagem.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

O dia em que uma mãe descobre que o filho é viciado em jogos #1

Cheguei mais cedo do trabalho e fui buscar os meninos à escola. Normalmente deixo o carro na garagem e vou a pé, mas já era tarde, levei o carro. Não pus o cinto e o sinal sonoro avisou que estava em transgressão. 

Mamã, deves ir na pista errada. Isso vai para aí a apitar à maluco!


Venho agradecer aos senhores do pingo doce por nos agraciarem com esta sugestão de apresentação nos pacotes de bolachas de água e sal. Nunca me lembraria de as apresentar assim, aos montes, empilhadas umas em cima das outras. Não tenho ponta de sentido estético, já vi. Sinto-me envergonhada.

domingo, 14 de junho de 2015

João, o poliglota

Apanhei o João a ver o filme do Astérix em francês.

Percebes o que eles estão a dizer, filho?
Sim, percebo tudo.
Mas está em francês!
Pois está. É igualzinho ao português. Um dia destes havias de experimentar ver o filme nesta língua, mamã.
Queres lá ver que aquela porra de não dormirem a noite toda é mesmo verdade? E eu para aqui a gozar... tsss...



Oi? A sério?

Não sei se já leram, mas podemos encontrar aqui a solução para todos os nossos problemas: afinal os bebés não dormem a noite toda porque não é expectável.
Vou transcrever a parte que me interessa.
Ora então abrir aspas 
Babies who wake up a lot are actually associated with higher levels of intelligence and better mental health.

There is, according to Fleming, a link between “very high levels of developmental and intellectual achievement and not sleeping throughout the night,” while Narvaez says that children who are kept closer to their parents and have their needs more readily met have “greater empathy and more self-regulation, they have greater conscience, and one study showed they had more cognitive ability and less depression.”

eeeeeeee fechar aspas
 
Folgo em saber que os meus filhos serão uns crânios! O problema aqui é que desconfio que os efeitos na mãe são inversamente proporcionais, porque continuo a pôr a chávena de leite no frigorífico e a esperar que apite a avisar que já aqueceu, tá?
 
 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Oh pá oh pá oh pá

Cobra 




Isto é coisa para encobrir muita vergonha...

Olha uma coisa,

os teus filhos brincam no banho?
Sim.
Têm o tradicional patinho de borracha?
Claro.
E têm mais brinquedos na banheira?
Evidentemente.
Quais?
O trivial.





domingo, 7 de junho de 2015

No fundo, sou uma preguiçosa.

Não acredito na educação. Pelo menos não naquela que muitos, quase todos, defendem como sendo a melhor ou única forma de criar os filhos. Quando me dizem, do alto da suprema sabedoria, que devo ensiná-los a sentar-se corretamente, que tenho que lhes proibir os palavrões, que é minha obrigação impingir-lhes horários, que é preciso ditar-lhes regras, sorrio. Não acredito em nada disso. Se calhar é porque me calhou uma sorte do caraças por ter dois miúdos fantásticos. Deve ser por isso que posso discordar e ir acenando vagamente: a verdade é que nada do que lhes possa dizer se entranhará tanto como o que lhes vou mostrando. O respeito não se ensina. À cooperação não se obriga. Não se impõe a amabilidade. Mas, lá está, às tantas penso assim porque é o que acontece cá em casa, tal como aconteceu lá em casa com os meus pais. É provável que por sempre que tenho que chamar a atenção fazer o possível por meter, lá para o meio das frases, alguns diminutivos e expressões carinhosas, os meus filhos se habituem a fazer o mesmo. É daí que vem a educação: não do que lhes dizemos que têm que fazer, mas do que nos vêem fazer. Essa sim é mais profunda e duradoura. Se me obedecem? Claro que sim. Se reclamam? Não. Fazem-nos porque sabem que é assim que se faz, mas não foi algo imposto. Foi adquirido com o que observam desde que nasceram. E não, não tenho qualquer problema com o dizer-lhe que não, que não podem. Faço-o quando é preciso, mas não é o que prefiro. O que resulta disto tudo? Isto:

Descobriram um pacote de bolachas no armário da cozinha, tiraram duas para cada um (nunca tiram mais para si próprios, pensam sempre no irmão, quer um quer outro) e foram jogar às escondidas enquanto as comiam. Eu estava a apanhar a roupa do estendal e, quando me apercebi, havia migalhas pela casa toda. Não gritei, não ralhei, nem sequer reclamei. Desabafei apenas
 
Caramba, acabei agora mesmo de aspirar a casa
 
Nem olhei para eles. Fui pousar o que trazia na mão para aspirar novamente não fossem calcá-las e ainda ter que andar a raspar o chão. Enquanto me dirigia para a lavandaria, ligam o aspirador. Pensei que tinha sido o pai, mas assim que chego ao corredor vejo o João a aspirar o chão.

Filho, deixa que eu faço isso.
Não, mamã. Fomos nós que sujamos. Vai descansar que cansada já andas tu. E tu, mano, vê como se faz, porque quando cresceres mais um bocadinho também te toca a ti.

I rest my case.