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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Feng shui o meu... rabinho!

Ai não sei quê o espaço, ai não sei que mais a influência, ai ainda por cima o nosso bem-estar. O tanas! Sempre que penso que está tudo alinhado, lá me aparecem todos na casa de banho para acertar agulhas sobre qualquer coisa sem interesse nenhum. E esperar que eu acabe, não?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?

Tenho a imagem dos meus filhos a rasgar-me a córnea todos os dias e a infiltrar-se no mais profundo de mim. Sinto-lhes o cheiro quando lhes roubo beijos à socapa à noite e lhes sinto o perfume da respiração no meu ouvido sempre que contam o segredo mãe, gosto tanto de ti. E os abraços? Ai, os abraços... Aquele aperto que é bom mas chega a doer de tão sentido que é.

Desenvolvi, ao longo destes últimos anos, uma saliva que limpa chocolate seco da cara, do cabelo e da t-shirt e beijos que curam.

Nada me dá mais gozo do que jantar de joelhos uma vez por semana, em frente à televisão, numa mesinha pequena para crianças do ikea, a apertar cotovelos uns contra os outros.

Tenho a sorte de estar numa família que é tão minha e de eu ser tão um-bocadinho-de-cada-um-deles. De estar rodeada de pessoas que são capazes de um amor e de uma dedicação de conto de fadas.

Ganhei a força para fazer só o que gosto: já não há lugar para muitos fretes aos 37 anos. Saem disparates, entram asneiradas, mas consegui transformar-me numa espécie de trituradora que transforma mágoas em sorrisos imaculados. Demorei a construir, mas só assim foi possível aprimorar as lâminas. Lâminas de serenidade.


Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?
Nem por isso. Falta tudo o resto. Mas está bom assim por enquanto.
Estou quase apta a poder dizer "No meu tempo..."



segunda-feira, 29 de junho de 2015

E depois do João e do Astérix em francês, agora o Pedro anda a papar episódios da Masha e o Urso em russo. Para o que lhes havia de dar.



Saem mesmo à mãe estes meninos... Eu também via o Rex, o cão polícia em alemão e adorava aquilo. Ainda hoje não sei uma única palavra nessa língua.

domingo, 28 de junho de 2015

Por falar em felicidade...

A senhora da mercearia bem me disse para trazer aquela alface, que era muito, muito boa. Não estava era a contar ir encontrar isto. 



Não quero sem-vergonhices na minha fruteira!!

sábado, 27 de junho de 2015

Era português do Brasil, era. Por cá ninguém se preocupa com felicidade, porque há crise e está tudo teso.*

Relativamente àquele acento circunflexo, finjam que são altos defensores do acordo ortográfico ou uma tia da Foz. Tanto faz. Ou substituam-no por um til ou um trema. É igual. E depois voltem ao que interessa e verifiquem que o acento é o que há de menos universal naquele post.
















* Já estou como os gregos: que pena temos adotado o euro. Com o escudo, a piada** dos paus cabia aqui tão bem!



** Tenho mesmo que deixar de escrever como se tivesse 15 anos***.



*** Com a porcaria dos asteriscos já ninguém se lembra do texto ali em cima****.



**** Esqueçam isto tudo e voltem mas é a ler o post anterior. Sim, o do acento circunflexo!... 

sexta-feira, 26 de junho de 2015


 Abri um link qualquer através do facebook e, na barra lateral, latejava este anúncio:

 

Fiz print screen, porque me estava a custar escrever isto com as minhas próprias teclas. 

Antes de mais, devo confessar que não li o artigo. Não o leria de qualquer forma, mas achei que seria mais interessante efabular acerca deste assunto sem conhecer o conteúdo. Ora bem, analisemos então: esta parece ser uma tarefa hercúlea. Como conseguir a tão almejada felicidade? Por muito que puxe pela cabeça, não consigo lembrar-me de algo especial. Haverá vouchers da fnac para este efeito? Uma jogatana com os amigos deve estar fora de questão... 
O certo é que eu sempre ouvi dizer que os homens não gostam que os massacremos. Será que se aplica aqui também? E bricolage? 

Bom, uma coisa é certa: sugerir que vão jantar fora é que não!




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Chego aos quase 37 anos a entender finalmente que não soube escolher a minha profissão. Pelo menos não soube escolhê-la pelos melhores motivos.
Quando tinha cinco anos decidi que queria ensinar. Fui seguindo o meu percurso sem pensar muito nisso: a decisão estava tomada e, mesmo que não muito conscientemente, nunca a pus em causa. Ingenuamente, assumi-a como certa.
Tudo me pareceu muito natural ao longo do caminho, como se eu encaixasse perfeitamente no currículo, ou vice-versa, e tudo quanto aprendi me pareceu exato e satisfatório.
Hoje percebo que nada é exato. Muito menos satisfatório. Preparei-me para ensinar, para encaminhar, para orientar, para ajudar. Aqui entra a exatidão, ou falta dela: não ajudo. No fundo, também não oriento. Pensando bem, não encaminho nem ensino. Como naquele ano em que dei a conhecer a gramática e, com isso, ganhei amizades para toda a vida. Ou naquele em que não aceitei que faltassem às aulas para ficarem a dormir e recebi em troca uma rosa no para-brisas a cada amanhecer. Ainda naquele em que não permiti que os estudos ficassem por ali e, sabem que mais, recebo daí ainda hoje as mensagens mais doces. 
Já passaram tantos anos e ainda sinto as mãos carinhosas na minha barrigona grávida ao toque de entrada e ao de saída. Ainda ouço os silêncios cúmplices à minha saída ano após ano. Ainda sinto na língua o sal das lágrimas de despedida. Ainda vejo aquele menino de joelhos, no portão da escola, a pedir-me para não ir enquanto me via sair despedaçado. Sinto os abraços todos. Não me esqueço de nenhum. 
Afinal, são os miúdos (sim, vocês, os que já vão de carro para a escola também são miúdos! E sim, os que já não conseguem renovar a carta também!) que me ensinam, que me encaminham, que me orientam e que me ajudam. Ensinam-me a sorrir com as suas conquistas, encaminham-me no orgulho que sinto por vê-los crescer e conquistar o mundo, (é um orgulho que nunca pensei sentir por quem não gerei. Pelos menos não biologicamente), orientam-me quando acho que não é nisto que devia trabalhar e ajudam-me a voltar a ter cinco anos e querer ser professora.

Obrigada, miúdos!

E por falar em geekzinho...

Número 1 no Spotify do Pedro (e não há música que destrone esta!):

Os Embeiçados dos Clã


É vê-lo a dançar animadamente enquanto ouve esta música em repeat repeat repeat...


(dançarino lindo do mãe...)


Ainda dizem que o gosto dos pais influencia o dos filhos. Pff... Disparates!

Enquanto limpava o arquivo íris cá de casa, passei pela secção do João e reparei nos filmes que ele grava e costuma ver no tempo livre: está lá o Batman de 89, com o Michael Keaton; também encontrei os três Superman do Christopher Reeve - o primeiro é de 78!- e, claro, todos os Spiderman, quer os do Tobey quer os do Andrew; também gravou os três Iron Man, e todos os X-Men; está gravado também o The Avengers I.


Quem tem o geekzinho mai lindo em casa, quem é?