mais memórias para:
verdepinheiroemsepia@gmail.com

terça-feira, 7 de julho de 2015

Os homens são todos assim ou é só cá em casa? Aspirar implica voltar a por tudo no sítio quando se termina, certo? É que por aqui, depois de concluída esta tarefa, parece que passou cá um furacão. Tudo espalhado! Um vendaval!
O pior é que, segundo dizem os entendidos, não podemos apontar-lhes nadinha. Querem ser valorizados e ter a sensação de que os achamos competentes em tudo. Sempre que lhes dizemos que fizeram alguma coisa mal ou que nos queixamos de algo, a auto-estima mirra-se-lhes e ficam de mau-humor para o resto do dia.

Bem, vou arrumar os poufs e as cadeiras e os brinquedos e as caixas e os cestos. Sem criticar. Trombas já chegam as minhas.
Tenho que admitir que ter vivido até agora sem conhecer a manteiga das Marinhas é muito reles.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ontem à noite estivemos sem eletricidade durante um par de horas. Pensei logo que seria uma chatice entreter os miúdos assim, mas fiquei surpreendida com o resultado. Fomos todos para o quarto, estivemos ali às escuras a contar histórias engraçadas e a ver passar, ao longe, as luzes dos aviões. Acabamos por adormecer e nem sei a que horas voltamos a ter luz.

Foi tão mágico que acho que vou mandar aquele quadro abaixo uma vez por semana.
Ando tão contente com a minha horta de varanda que até parece que vou conseguir mantê-la quando acabar o verão! Gosto destas ilusões. Deixo-me levar pelas maravilhas do calor, dos pratos picantes de verão, dos raios de luz a bater nas folhas verdejantes e pumba: peço ervas aromáticas como prenda de anos para completar a minha hortinha.
Mas estou mesmo convicta que vou conseguir levá-la avante. Nem que seja só para tratar dos sorrisos irónicos que me observam enquanto passo de regador na mão a caminho da varanda. A malta precisa de motivação, não é? Há quem o faça por gostar de comida mais saborosa, quem queira só provar que é capaz, quem pretenda vingar-se de sorrisos parvos. Ter uma horta urbana tem disto tudo. E tem também o benefício de estar a preparar couscous com tamboril e ir só ali à varanda colher umas ervinhas.
Estou entusiasmada. Temo que terei folhinhas para acariciar durante muito tempo. Estou tão certa disto como de saber que melocotón é pêssego em espanhol por causa das latas que trazíamos de Vigo quando era miúda.

É pêssego, certo?

Pelo menos era o que dizia nas latas.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Feng shui o meu... rabinho!

Ai não sei quê o espaço, ai não sei que mais a influência, ai ainda por cima o nosso bem-estar. O tanas! Sempre que penso que está tudo alinhado, lá me aparecem todos na casa de banho para acertar agulhas sobre qualquer coisa sem interesse nenhum. E esperar que eu acabe, não?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?

Tenho a imagem dos meus filhos a rasgar-me a córnea todos os dias e a infiltrar-se no mais profundo de mim. Sinto-lhes o cheiro quando lhes roubo beijos à socapa à noite e lhes sinto o perfume da respiração no meu ouvido sempre que contam o segredo mãe, gosto tanto de ti. E os abraços? Ai, os abraços... Aquele aperto que é bom mas chega a doer de tão sentido que é.

Desenvolvi, ao longo destes últimos anos, uma saliva que limpa chocolate seco da cara, do cabelo e da t-shirt e beijos que curam.

Nada me dá mais gozo do que jantar de joelhos uma vez por semana, em frente à televisão, numa mesinha pequena para crianças do ikea, a apertar cotovelos uns contra os outros.

Tenho a sorte de estar numa família que é tão minha e de eu ser tão um-bocadinho-de-cada-um-deles. De estar rodeada de pessoas que são capazes de um amor e de uma dedicação de conto de fadas.

Ganhei a força para fazer só o que gosto: já não há lugar para muitos fretes aos 37 anos. Saem disparates, entram asneiradas, mas consegui transformar-me numa espécie de trituradora que transforma mágoas em sorrisos imaculados. Demorei a construir, mas só assim foi possível aprimorar as lâminas. Lâminas de serenidade.


Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?
Nem por isso. Falta tudo o resto. Mas está bom assim por enquanto.
Estou quase apta a poder dizer "No meu tempo..."



segunda-feira, 29 de junho de 2015

E depois do João e do Astérix em francês, agora o Pedro anda a papar episódios da Masha e o Urso em russo. Para o que lhes havia de dar.



Saem mesmo à mãe estes meninos... Eu também via o Rex, o cão polícia em alemão e adorava aquilo. Ainda hoje não sei uma única palavra nessa língua.

domingo, 28 de junho de 2015

Por falar em felicidade...

A senhora da mercearia bem me disse para trazer aquela alface, que era muito, muito boa. Não estava era a contar ir encontrar isto. 



Não quero sem-vergonhices na minha fruteira!!

sábado, 27 de junho de 2015

Era português do Brasil, era. Por cá ninguém se preocupa com felicidade, porque há crise e está tudo teso.*

Relativamente àquele acento circunflexo, finjam que são altos defensores do acordo ortográfico ou uma tia da Foz. Tanto faz. Ou substituam-no por um til ou um trema. É igual. E depois voltem ao que interessa e verifiquem que o acento é o que há de menos universal naquele post.
















* Já estou como os gregos: que pena temos adotado o euro. Com o escudo, a piada** dos paus cabia aqui tão bem!



** Tenho mesmo que deixar de escrever como se tivesse 15 anos***.



*** Com a porcaria dos asteriscos já ninguém se lembra do texto ali em cima****.



**** Esqueçam isto tudo e voltem mas é a ler o post anterior. Sim, o do acento circunflexo!...