Uma gaja farta-se de ver roupa suja no chão ao lado da banheira. Uma gaja reclama. Uma gaja ouve, vezes sem conta, que o cesto está longe e que é fácil esquecer-se da roupa ali. Pois, uma gaja compreende: afinal uma gaja sabe que tem um casa de vários hectares e custa muito chegar ao cesto da roupa para lavar que está na lavandaria, ao lado da máquina que, incrivelmente, lava a roupa suja. Uma gaja compra, então, um outro cesto e coloca-o ao lado da banheira precisamente no sítio onde costuma estar a roupa no chão. Uma gaja vai encontrar todos os dias a roupa suja no cesto, só que não é lá dentro. É em cima. Uma gaja compreende que seja cansativo levantar uma tampa e atirar com a roupa lá para dentro. É uma estafa. Modos que uma gaja fica farta. Uma gaja recorda que tem uma amiga cujo homem, certo dia, chegou a casa para encontrar um urinol novinho em folha acabado de instalar no wc e ao qual foi dito amigo, a partir de hoje esta área é tua, mija à volta, salpica a pastilha, consporca o chão à tua vontade: és tu que limpas e uma gaja sente vontade de deixar crescer uns tomates assim e comprar um cesto da roupa suja com rodinhas. E altifalante. E sistema fácil de abertura de tampa.
sábado, 25 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
O poder de uma vírgula
Não tens mesmo nada de bom para dizer de mim lá no blog?
Claro que tenho, mas isso estragaria tudo.
É indecente.
Posso oferecer-te uma contrapartida: vais lá e escreves sobre os meus defeitos.
Não, obrigado.
Mas podes cascar-me à vontade! É uma grande oportunidade!
Não quero.
Vá lá... Só quero que me garantas que dizes mal de mim mas com amor.
Não consigo.
Não consegues o quê? Dizer mal de mim ou falar de mim com amor.
...
Silêncio sacana.
Silêncio, sacana.
Claro que tenho, mas isso estragaria tudo.
É indecente.
Posso oferecer-te uma contrapartida: vais lá e escreves sobre os meus defeitos.
Não, obrigado.
Mas podes cascar-me à vontade! É uma grande oportunidade!
Não quero.
Vá lá... Só quero que me garantas que dizes mal de mim mas com amor.
Não consigo.
Não consegues o quê? Dizer mal de mim ou falar de mim com amor.
...
Silêncio sacana.
Silêncio, sacana.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Cheguei agora do dentista. Venho com três dúvidas que me consumiram ao som da broca:
1ª A quem recorre um dentista quando tem que tratar os dentes? Em quem confia como em si próprio para entregar assim a sua preciosa boquinha? E, já agora, uma ginecologista? E será que já alguém tentou autoauscultar-se?
2ª Parece-me que já esgotei as três dúvidas, mas aqui vai mais uma: à pergunta constante e atenciosa está tudo bem? e uma vez que me apanhava sempre de boca aberta, como será que um dentista distingue o aaahhh de sim, tudo ok do aaahhh de pára, porra?
3ª Já que estou a abusar, cá vai outra: será que sou só eu que entro em pânico quando a assistente se afasta do tubo sugador de saliva por mais de vinte segundos?
Até admira não teres vindo cá dizer nada sobre a Carbonero.
Admira, porque não sabem esperar.
Agora já estou em condições de vir cá dar a minha opinião. É que estava cheia de pena da rapariga. Ai o Porto é uma nheca e eu não quero ir biber para lá. Ó pra ela já com o sotaque, não é? Pois!
Ninguém, mas ninguém, devia ser capaz de passar por esta vida sem saber o que é um basilháme.
Azedume
Há uns tempos comprei um candeeiro novo para a cozinha. Foi difícil, já lá estava um, que servia perfeitamente, mas eu ia na rua e vi-o. O amor à primeira vista é tramado, então quando vem aumentado pelo vidro de uma montra!!...
Lá o trouxe comigo. Custou-me muuuuuito arrumar o outro. Sou uma agarrada. Mas tive coragem e substituí-o.
Com o novo comprei também uma lâmpada muito linda (sim, há lâmpadas muitos lindas e outras que são autênticas aventesmas, ninguém lhes pega), que não cabia no candeeiro. Nada a ver com a rosca, o bolbo é que era mesmo demasiado grande para o buraco. É, tanta coisa gira que podia ser dita agora, mas estou demasiado azedada para isso. Tenham paciência comigo.
Toca a procurar outras que lá coubessem com as características necessárias. Tarefa árdua, digo-vos! Ora era demasiado fraquinha, ora era de luz quente, ora era feiosa. Ontem consegui encontrar o que queria. Consegui! Só que cheguei tão tarde a casa que só hoje foi possível colocá-la no sítio. Olhei para ela, ali, tão perfeita e sorri. Toquei com o dedo no interruptor e acendi a luz. Foi nesse preciso momento que a p*t* fundiu.
Amores à primeira vista? C*gu*m lá nisso!
Toca a procurar outras que lá coubessem com as características necessárias. Tarefa árdua, digo-vos! Ora era demasiado fraquinha, ora era de luz quente, ora era feiosa. Ontem consegui encontrar o que queria. Consegui! Só que cheguei tão tarde a casa que só hoje foi possível colocá-la no sítio. Olhei para ela, ali, tão perfeita e sorri. Toquei com o dedo no interruptor e acendi a luz. Foi nesse preciso momento que a p*t* fundiu.
Amores à primeira vista? C*gu*m lá nisso!
domingo, 19 de julho de 2015
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