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sábado, 12 de setembro de 2015

Há muito tempo que não me queixo do homem. Bem, uma coisa é certa: não é por falta de asneiras. Não tenho tido é tempo. Mas também é certo que nunca virão aqui ler um comentário positivo sobre ele. Nunca encontrarão aqui uma alusão à pera abacate que me deixa no topo da fruta sempre que vai às compras porque sabe que é o que mais gosto de comer. Não. Não trago para aqui a memória do chocolate com amêndoas e passas que me pousa no colo quando estou sentada no sofá a ler (isto é, a dois minutos de adormecer) ou o facto de me tapar durante a noite e de me tirar os óculos quando sabe que aquela respiração já é de sono profundo. Não trago para aqui. Recuso-me.







Estou desesperadamente à espera de uma daquelas calinadas fortes para me redimir deste post.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Por que é que eu tenho um orgulho enorme neste menino?

 João, o que estás a fazer?
Nesta casa quem suja limpa, mamã!


Quando custa crescer

Mamã, este é o sétimo dente de leite que me cai. Tenho sete anos. Achas que já podes dizer-me que a fada dos dentes não existe?

Posso, filho, já posso.

Mas podes por-me a moeda debaixo da almofada na mesma, está bem?

Deixa lá, João. Vai à minha carteira e tira de lá a moeda. Já és crescido, podemos deixar-nos dessas coisas.

Não, mamã. Deixa-me, por favor, a moeda debaixo da almofada.

domingo, 6 de setembro de 2015


A melhor sombra do mundo



O Pedro é dono do abraço mais cativante que conheço.
Do beijo mais envolvente.
Do sorriso mais autêntico.
E do olhar mais gracioso.

Nem acredito na sorte que tenho. Para tudo na vida é preciso ter sorte. Até para ter filhos extraordinários.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lei masculina #1

Pelos vistos a toalha para os pés é deixada (descaradamente) no chão após o banho porque assim estendida seca mais rapidamente e não me dá tanto trabalho.


Eu cá também sou capaz de ter ideias absurd absolutamente normais: já comecei a amarfanhar cuecas para dentro da gaveta pelo prazer da surpresa de manhã. Nunca se sabe qual nos sairá na rifa naquele dia. Não é giro? Gosto tanto de ideias práticas para a casa.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

À falta de adamantium

Ah, não sei quê do excesso de TV, não sei que mais de muito tempo de nariz enfiado no tablet e tal. Não há lugar para a imaginação, não se promove a criatividade.
Pois...


Mamã, sabes que me apercebi agora que não tenho máscara nem fato do Wolverine. Vou tratar disso!


É, faz muito mal, faz.

sábado, 29 de agosto de 2015

Quer-me parecer que isto dos "tempos de totó" vai dar rubrica. Quer dizer, não significa que se mantenha assim tanta coi... Espera!...

Isto que de vamos agora aqui falar fica entre nós. A sério.

Antes de mais, quero deixar claro que não tenho intenção de ferir suscetibilidades, até porque eu própria usei vestidos de cintura elástica abaixo do peito até bem tarde.

Há uns anos, numa das escolas por onde andei, para comemorar o 25º aniversário, fez-se um grande arraial. Para a animação foi contratada uma equipa de quase meia dúzia de jovens rapazes. Enquanto montavam os aparelhómetros, eu ensaiava com os miúdos a apresentação que preparáramos durante o terceiro período. Um dos rapazes da equipa de animação passou por mim vindo da carrinha com uma enorme coluna de som. Era um rapaz muito gordinho. Quando li o estampado da t-shirt que tinha vestida, comentei que aquilo é que era ter sentido de humor. Fui olhada com admiração. Expliquei então achava piada ao facto de um rapaz daquela envergadura usar uma t-shirt que dizia 5 tons, isto é, cinco toneladas, five tons. 

Mas, mas... ele é do grupo que vem cantar e a t-shirt diz 5 tons. Tons... de música.



Guardo dos meus tempos de totó a falta de jeito para beber cerveja da garrafa. Não sei como pegar naquilo em condições. Há gajas que o fazem com uma elegância de Vivien Leigh e eu não arranjo maneira de disfarçar a falta de jeito de uma criança de ano e meio a  pegar num copo pela primeira vez.

A ver se arranjo umas daquelas malas antigas que sempre parece menos mal

Que movimento ou estilo podemos invocar para justificar a permanência das malas das férias ali no hall de entrada? É que aquilo está ali já vai para um par de dias e não há maneira de sair de lá. Devo ser uma espécie de Boho mas sem o chic.

Bacances, de Baco, porque me fartei de enfardar Somersby


E era aqui, meus filhos, que os romanos de Conímbriga lavavam as carpetes.