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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Isto acontece-me (demasiado) amiúde

Quando estou numa loja, tendo a considerar que qualquer pessoa vestida com algo que me pareça um uniforme é funcionária. Depois acontecem-me coisas giras:

Boa tarde! Há o 36 destas?
Sei lá! Eu não trabalho aqui! Bffff...


Desculpe. Neste hotel não incluem cereais no pequeno-almoço?
Como é que eu posso saber? Eu não trabalho aqui! Bffff...


Bom dia. Sabe onde posso encontrar as moedas de chocolate?
Penso que ainda deve haver ao pé da caixa. Vi-as lá na semana passada.
Muito obrigada!
De nada. Sempre às ordens!


Breves considerações:

Escusado será acrescentar que as duas primeiras eram gajas.

Este último caso, de hoje, era um tipo com quem me cruzei no Lidl e que trazia uma daquelas fitas de transportar chaves ao pescoço. É que parecia mesmo um dos seguranças que lá costumo encontrar. Só que não era. E estava à minha espera à porta por pensar que estava a assediá-lo com aquela conversa. 

Claro que também já me aconteceu estar a escolher roupa numa loja ou outra e alguém ao meu lado me pedir ajuda. O que fiz? Não segui as pessoas até ao carro! Mandei-as foi para o lado oposto ao que lhes interessava. 

Penso que só ainda não parei de fazer estas cenas porque não encontrei até agora uma pessoa assim parva como eu que me faça o mesmo.



domingo, 29 de novembro de 2015

E sim: o João é a nossa voz da razão.

Há dias em que parece que tudo corre mal. Há dias foi assim.

Já tinha bufado umas cinquenta mil vezes e começava a ferver de nervos. Quando estou assim, nota-se MUITO. O João agarrou-me as mãos, olhou-me nos olhos, expirou fortemente e disse-me com calma:

Ei, miúda! Com a tua idade já devias saber que, quando estamos muito nervosos, as coisas correm mesmo muito mal...

E foi brincar aos super-heróis.

Cuidado com a conversas! Nunca se sabe quem está a ouvir. Pode perfeitamente ser uma criança bem educada.

Eu e o pai falávamos sobre as nossas últimas saídas com os miúdos. Pensávamos que estávamos sozinhos e dizíamos que o pequenito até nos tem surpreendido com o interesse e a atenção que tem mostrado nos concertos, no cinema e nas peças de teatro a que temos ido assistir. O pai comentou, a propósito do espetáculo de ontem, que:

- Com toda aquela parafernália, estava à espera que ele armasse a p*ta.

Assim que termina de dizer estas sábias palavras, o João aparece sabe-se lá de onde e acrescenta:

É, eu também estava à espera que o mano criasse um conflito.


Toma, pai!


sábado, 28 de novembro de 2015

Quem ler os últimos posts  há de pensar que me concentrei mais no ranho do que propriamente no José Fidalgo. A verdade é que este deve ser o último post sobre o ator, mas não será, definitivamente, a última vez que falo aqui de ranho.

Regra(s) número um (e por aí fora) das mães com a cabeça no ar

E por falar em ranho....

Perante a hipótese de estares a menos de metro e meio de distância do José Fidalgo, faz o possível para que não seja num espetáculo que meta gelo. É que o gelo leva ao frio, o frio leva ao ranho, o ranho leva ao pingo no nariz e o pingo no nariz leva a que todas as possibilidades de estares minimamente apresentável saiam completamente furadas. 






Esclarecimento menos ranhoso

Fui a um espetáculo onde entrava  o José Fidalgo.

Atualização ranhosa

Fui a um espetáculo com o José Fidalgo. Era só.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Depois disto, era necessário vir cá alguém explicar ao meu filho mais novo que a mãezinha dele guarda a espuma para cabelo no armário da casa-de-banho e o frasco de chantilly no armário da cozinha. Não há como fazer confusão a menos que se queria, realmente, fazer asneiras. 
Voluntários?

domingo, 15 de novembro de 2015

E ainda se queixam que os miúdos de hoje não têm imaginação!

Aqui, os discos da mandala são as armas do Bullseye, a placa da sapataria Tony anuncia a casa do Tony Stark e o cavalinho do parque lembra o Assassin's Creed. É imaginação suficiente?

Regra(s) número um (e por aí fora) das mães com a cabeça no ar

Nos dias de levares o teu filho à piscina, quando ainda estiveres em casa, não te lembres de levar o fato de banho já vestido. Se isso não acontecer, guarda a tua roupa interior na mochila e não ao lado no chão. Se isso não acontecer, lembra-te, quando saíres da piscina, que ninguém sabe que não levas nada vestido por baixo das calças de fato-de-treino e da t-shirt. Para as pessoas que se cruzam contigo e insistem em por a conversa em dia, mesmo perante o teu ar de aflição para fugires dali depressa, tu só foste levar o teu pequenote à aula de natação. Não cores, não corras, não te apresses a pagar o parque de estacionamento. Ah! E leva dinheiro para o pagares. Se isso não acontecer, vais ter que ir levantar dinheiro ao multibanco mais próximo com o filhote ao colo e o rabo desprotegido.