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quarta-feira, 23 de março de 2016

Ciberindignação

Vou deixar de ir ao facebook. De cada vez que lá vou salta-me um anúncio para a fronha a dizer que alguém que já foi meu aluno atinge nesse dia a idade que eu tinha quando lhe dei aulas. Cambada de mentirosos, pá!

sábado, 19 de março de 2016

Ligou-me uma amiga.

Fui comprar prendas de Páscoa para os teus filhos. Entrei em todas as lojas e, em todas, a conversa foi Se é para os filhos da fulaninha de tal, é melhor não levar essa peça. Ela gosta mais desta. Porra, pá! É que és mesmo chata! Controlas tudo, mesmo quando não estás, mesmo que nem saibas o que estamos a fazer. Bolas, pá!


E é isto. Verde Pinheiro em Sépia a torrar a paciência na baixa desde mil nove e setenta e tal.

domingo, 13 de março de 2016

Com que então o menino não gosta de deixar pinturas por mãos alheias?

Acabo de chegar com o Pedro de uma festa de anos. Recusou-se terminantemente a fazer uma pintura na cara. Fosse do que fosse. Gatinho? NÃO! Tigre? NÃO! Homem Aranha? NÃO! Uma porra qualquer? NÃO! NÃO! NÃO! NÃÃÃÃÃO!

Quando chegamos, pus a água a correr e disse-lhe para ir tirando a roupa enquanto ia buscar o pijama. Infelizmente, esqueci-me do delineador de olhos em cima do armário na casa de banho. E a pintura facial sempre se fez. Pelas mãos do próprio. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Não sei o que há na antiguidade que me fascina assim

Quando era miúda, faziam furor os filmes que tivessem lugar num futuro esquisito, com malta a tomar um comprimido para despachar o pequeno-almoço, a meter-se num hovercraft a caminho do trabalho e a vestir porras que mais pareciam feitas de sacos do lixo carregados de goma. Nunca achei grande piada a isto. Pareceu-me sempre tudo um grande disparate e, agora, posso comprová-lo: em que século estamos? Em que ano estamos? Eu cá continuo a ver o pessoal a sacar as remelas com água da torneira; a enfiar um pão com manteiga no bucho enquanto procura as chaves do carro, de quatro rodas, que só andam na estrada, sem asas, fuminhos e faíscas estranhas a sairem-lhe do escape; a ir trabalhar com ar de enfado e já muito chateado porque não encontrava as chaves. 
Agora, filmes de época, esses sim já eram para mim. Adorava imaginar-me naqueles tempos, com aquelas indumentárias, aqueles costumes. É uma parvoíce, bem sei, porque não haveria, com certeza, o conforto que há hoje, mesmo sem comboios a atravessar os céus e leggings justas de plástico preto (ups...). Mas até eu já me habituei às minhas parvoíces e nem as questiono. 
Há uns dias, cruzei-me com fotografias antigas, com mais de um século, da cidade onde vivo. Fui vendo os prédios serem acrescentados, a vista para o mar desaparecer, o monte que via lá ao longe ser tapado, o descampado onde brincávamos na lama ser ocupado, as casas novas serem casas velhas e as velhas ruírem. Fui-me habituando a estes novos cenários, mas, quando vejo estas fotografias, transporto-me imediatamente para aquelas ruas que agora calco tantas vezes, para lá e para cá, e sinto-me em casa. Nunca lá estive. Mas sinto-me em casa.

domingo, 6 de março de 2016

Sabemos que estamos no bom caminho

quando, não estando o irmão por perto, damos uma bolacha de chocolate ao Pedro e ele a parte ao meio, pousa metade no prato do João para ele comer quando chegar e come a outra metade.

sábado, 5 de março de 2016

O que havia dantes no fim de semana e agora não há?

Duas coisas: o hífen e o sossego.

Dia de semana
Esta mãe - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Os filhos - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...

Fim de semana
Os filhos - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Esta mãe - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A maior qualidade dos meus alunos? Diria que é a fofura.

Então vamos lá ver se percebemos isto. Quem me dá palavras da mesma família de ramo?

Raminho!
Muito bem!

Ramada!
Boa!

Ramalhete!
É isso mesmo!

Ramificação!
Vocês percebem mesmo disto!

Rameira!
?!?   

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O meu dentista é mesmo insuportável. Saberá ele o quão difícil é conter o riso com a boca aberta?

Ora vamos lá então tratar esses canais. Patrícia, trata-me do dique? Sabe, a nossa Patrícia é fã de diques.

Insuportável.