segunda-feira, 28 de março de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
O Jardim das Aromáticas em Serralves
A entrada pela quinta é maravilhosa. Os olhos perdem-se naquele espaço embebido em verde. Os meus filhos, que têm radar para estas coisas, vão diretos aos animais e deliram com os cavalos, as ovelhas e as galinhas. Continuamos o percurso, com o João à cata de dentes-de-leão e o Pedro a soprá-los com quanta força tem. A nossa atenção deita-se na paisagem, que nos absorve por completo. Repentinamente, chegamos ao Jardim das Aromáticas e eu, que o desconhecia, sinto-me a pairar. Uau! Estão cá todas! Isto é paradisíaco! Esfreguei a mão que tinha livre em todas as ervas e levei-a ao nariz como se de um tesouro se tratasse. Teria lá ficado o resto da manhã, não fossem os outros pedacinhos do Éden que ainda faltava visitar. E continuei o meu caminho de (c)alma cheia.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Ciberindignação
Vou deixar de ir ao facebook. De cada vez que lá vou salta-me um anúncio para a fronha a dizer que alguém que já foi meu aluno atinge nesse dia a idade que eu tinha quando lhe dei aulas. Cambada de mentirosos, pá!
segunda-feira, 21 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
Ligou-me uma amiga.
Fui comprar prendas de Páscoa para os teus filhos. Entrei em todas as lojas e, em todas, a conversa foi Se é para os filhos da fulaninha de tal, é melhor não levar essa peça. Ela gosta mais desta. Porra, pá! É que és mesmo chata! Controlas tudo, mesmo quando não estás, mesmo que nem saibas o que estamos a fazer. Bolas, pá!
E é isto. Verde Pinheiro em Sépia a torrar a paciência na baixa desde mil nove e setenta e tal.
domingo, 13 de março de 2016
Com que então o menino não gosta de deixar pinturas por mãos alheias?
Acabo de chegar com o Pedro de uma festa de anos. Recusou-se terminantemente a fazer uma pintura na cara. Fosse do que fosse. Gatinho? NÃO! Tigre? NÃO! Homem Aranha? NÃO! Uma porra qualquer? NÃO! NÃO! NÃO! NÃÃÃÃÃO!
Quando chegamos, pus a água a correr e disse-lhe para ir tirando a roupa enquanto ia buscar o pijama. Infelizmente, esqueci-me do delineador de olhos em cima do armário na casa de banho. E a pintura facial sempre se fez. Pelas mãos do próprio.
sexta-feira, 11 de março de 2016
Não sei o que há na antiguidade que me fascina assim
Quando era miúda, faziam furor os filmes que tivessem lugar num futuro esquisito, com malta a tomar um comprimido para despachar o pequeno-almoço, a meter-se num hovercraft a caminho do trabalho e a vestir porras que mais pareciam feitas de sacos do lixo carregados de goma. Nunca achei grande piada a isto. Pareceu-me sempre tudo um grande disparate e, agora, posso comprová-lo: em que século estamos? Em que ano estamos? Eu cá continuo a ver o pessoal a sacar as remelas com água da torneira; a enfiar um pão com manteiga no bucho enquanto procura as chaves do carro, de quatro rodas, que só andam na estrada, sem asas, fuminhos e faíscas estranhas a sairem-lhe do escape; a ir trabalhar com ar de enfado e já muito chateado porque não encontrava as chaves.
Agora, filmes de época, esses sim já eram para mim. Adorava imaginar-me naqueles tempos, com aquelas indumentárias, aqueles costumes. É uma parvoíce, bem sei, porque não haveria, com certeza, o conforto que há hoje, mesmo sem comboios a atravessar os céus e leggings justas de plástico preto (ups...). Mas até eu já me habituei às minhas parvoíces e nem as questiono.
Há uns dias, cruzei-me com fotografias antigas, com mais de um século, da cidade onde vivo. Fui vendo os prédios serem acrescentados, a vista para o mar desaparecer, o monte que via lá ao longe ser tapado, o descampado onde brincávamos na lama ser ocupado, as casas novas serem casas velhas e as velhas ruírem. Fui-me habituando a estes novos cenários, mas, quando vejo estas fotografias, transporto-me imediatamente para aquelas ruas que agora calco tantas vezes, para lá e para cá, e sinto-me em casa. Nunca lá estive. Mas sinto-me em casa.
domingo, 6 de março de 2016
Sabemos que estamos no bom caminho
quando, não estando o irmão por perto, damos uma bolacha de chocolate ao Pedro e ele a parte ao meio, pousa metade no prato do João para ele comer quando chegar e come a outra metade.
sábado, 5 de março de 2016
O que havia dantes no fim de semana e agora não há?
Duas coisas: o hífen e o sossego.
Dia de semana
Esta mãe - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Os filhos - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...
Fim de semana
Os filhos - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Esta mãe - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...
Dia de semana
Esta mãe - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Os filhos - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...
Fim de semana
Os filhos - Vamos lá! Toca a acordar! Vamos!
Esta mãe - Huuuummm... só mais um bocadinho...
O pai - rrzzz... rrzzz...
sexta-feira, 4 de março de 2016
O Mac pode até ter acabado com os menus de género que a coisa para estes lados já não tem solução
Trabalho de casa: descrição de uma personagem.
"nas orelhas, a linda princesa usava berlindes."
"nas orelhas, a linda princesa usava berlindes."
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