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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Hoje voltei ao dentista

Então, vamos lá a isto?
Vamos lá.
Patrícia, pode ir preparando o dique? A Patrícia gosta de um bom dique.




(Com o devido respeito, doutor, quem não gosta?)


(Não me canso disto. Até dá vontade de lá ir ouvir as brocas.)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Ai querias borreguinho com alecrim e salmãozinho com coentros, era?

Se os meus filhos são citadinos? Não há ponta de ruralidade* nestes meninos. Como sei? O Pedro acaba de me f*der os vasinhos da varanda. Onde é que limpou as mãos? Aos lençóis que estavam lá a secar. 







*quem diz ruralidade diz sensibilidade, bom senso ou respeito pela mãe

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Pais com pressa

Não sou desses. Tem muito pouca pressa nisso de ver os filhos crescer. As coisas já são suficientemente rápidas para querer imprimir-lhes ainda mais velocidade. Acima de tudo, acho que o crescimento tem mais beleza quando dançamos ao ritmo de cada um deles, com tudo o que os aproxima e apesar de tudo os distingue. É por isso que eu acho o máximo que um dos meus filhos me peça para lhe descascar todos os chupas, gelados, rebuçados, chiclas, prendas e demais cenas que envolvam invólucros e os devore numa fração de segundo e o outro os afaste de mim e me aponte os cotovelos para não me aproximar e o deixar estar ali às voltas enquanto o conteúdo vai derretendo ou melando. É também por isso que eu acho o máximo que um puto adorável venha ter comigo à cozinha e peça a fita elétrica para medir a sala. E é por isso que eu acho o máximo que todos nesta casa já saibam tudo sobre a vida à sua escala, mas eu ainda possa, porque quero, porque me apetece, sempre que quero e que me apetece, dar-lhes a sopa na boca, assoar-lhes o nariz, afagá-los contra o peito, limpar-lhes os restos de cerelac dos cantos da boca com o dedo húmido da minha saliva, beijar-lhes as pisaduras (juro que a dor passa!), consertar-lhes as caneladas, as do futebol, as dos móveis, as da vida. 
Não tenho pressa nenhuma. Nenhuma.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não há nada mais deprimente do que preparar as mochilas depois d... ah! Já tinha escrito isto aqui!...

sábado, 23 de abril de 2016

Obrigadinha, Markl!

Querida, lembras-te daquele teu post sobre as limpezas e os saltos agulha?
Mais ou menos... sim. Acho que sim.
Hoje ouvi o Markl na Comercial a falar de um inglês... (e seguiu-se isto, aos 3')

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Eu não estou a vir agora do cinema com um miúdo que amanhã tem escola. O Ben Affleck é um péssimo Batman e não tem queixo de super herói. Não me estou a preparar para mandar abaixo uma tigela de chocapic.

sábado, 16 de abril de 2016

Surpreendente é

ter um miúdos de três anos a vibrar com um concerto do Miguel Araújo: ele cantou, ele dançou, ele bateu palmas constantemente, ele balançou, ele (fingiu que) assobiou. E ainda me perguntam por que raio levo miúdos tão pequenos a concertos tão adultos...

Não me surpreenderia se

o João, ontem à noite, estivesse a ver-se já no palco daquele concerto. Enquanto assistia, ia treinando nos instrumentos imaginários que lhe pousavam no colo. Não sei o que lhe passa pela cabeça em momentos como este, mas vi-lhe o brilho nos olhos e esse sei bem de onde vem.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ahahahahahahah! Não consigo parar de me rir! Ahahahahahahah

"Leia já! Dez dicas de beleza para por em prática ainda hoje!
Número um- oito horas de sono todos os dias."

Ahahahahahahahah! Parei aqui. Ahahahahahahahahah!






sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tenho que parar de fazer pratos indianos cá em casa.

O repertório de palavrões que o João conhece (mas não usa!) vai aumentando de dia para dia. Hoje chegou a casa e comentou comigo:
Sabes, mãe, hoje ouvi um amigo da escola a dizer um palavrão no intervalo. Eu nem sabia que aquilo exitia. Quer dizer, não percebi muito bem o que ele disse, mas acho que já tinha ouvido um parecido.
Qual foi?
Posso dizer?
Podes; já sabes que não podes usá-los, mas deves conhecê-los. De que outra forma saberias o que não podes dizer?
OK. Aqui vai: p*ta de caril.
Oh, filho. Não É p*uta de caril, é p*ta que pariu. 
Hum... mas isso não faz sentido nenhum! O que é pariu?