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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Os heróis que são super usam máscara, capa e espada. Alguns deles prescindem da capa e da espada.

Hoje uma miúda perdeu um brinco na piscina. Devia ter muito valor sentimental, ficou desolada. Como o João andava por ali de máscara de mergulho a ver os peixinhos, pediu-lha para ver se o encontrava. Bem tentou, coitada, mas nada. O João pediu-lhe  máscara de volta, colocou-a e mergulhou. A miúda olhou para mim, enquanto recuperava a esperança, e disse
Ele tem ar de quem gosta de uma missão. Tem ar de quem não falha uma missão.
Ainda não tinha acabado de dizer esta última sílaba, quando o João subiu com o braço esquerdo no ar e lhe entregou a pérola. Foi de uma alegria épica aquela cena. Cinematográfica.
Deram um abraço. Despediram-se.
Quando íamos a sair, ela correu atrás do João e entregou-lhe um rebuçado. Era de fruta. Parecia de ouro.

domingo, 7 de agosto de 2016

O meu filho Pedro, I mean, my son Peter

Sempre que quer manifestar satisfação, o Pedro solta expressivamente um "nice" ou um "cool"! Em momentos de maior entusiasmo, manda-nos um "fine" todo snob. Qualquer dia está a beber aquela mistela horrorosa de chá com leite.

sábado, 6 de agosto de 2016

Tinha pensado fazer uma massagem de drenagem linfática no início destas férias, mas acabei por não ter oportunidade de lá ir. Ainda bem. Aos amassos que tenho levado dos miúdos na praia, entre cotoveladas no estômago e amolgadelas em toda a zona abdominal, é quanto poupo e isto vai ao sítio na mesma.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O verão tem destas coisas

Há pessoas que ficam com a marca dos óculos de sol na cara. Eu cá tenho as marcas de dois meninos ao colo que só me deixam bronzear os ombros e ocupam o restante espaço. A sério, pareço aquelas pessoas que querem aparecer na fotografia mas têm montes de gente à frente.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Muitas.

O João ouve um ruído de fundo. É a mãe a ralhar com ele. Com o irmão. Com o pai.
O ruído de fundo teima em continuar. O João questiona o pai entre dentes:

Pai, afinal quantas palavras por dia é que as mulheres podem dizer?

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Eu sempre disse que a baba de camelo era das minhas sobremesas preferidas. Até hoje. Hoje fomos ao circo. Havia camelos. Os camelos corriam. A baba voava. Eu estava na primeira fila.
Retiro o que sempre disse.

sábado, 23 de julho de 2016

Família equilibrada

Em todas as viagens que fazemos, curtas ou longas, a música vai nas alturas, com os miúdos a cantar aos gritos, a gesticular valentemente (tão valentemente que já houve torcicolos e o caraças à custa da violência com que se abanam) e a transformar o carro num autêntico festival de verão carregado de gente aos saltos. Só que as preferências da criançada vão para berrar Sangue Oculto durante quase todo o percurso, alternando, aqui e ali, com gritos de qualquer coisa dos Evanescence e dos 3 Doors Down. Em looping.
Acontece que hoje, quando ligamos o leitor de CD, estava no Billy Idol e estes pais vingaram-se. Oh se se vingaram!! Já tínhamos feito vários quilómetros quando olhei para trás. Estavam de mão dada. Olhos esbugalhados. Bocas escancaradas. Nunca os vi tão assustados.
Passei para os GNR. Muito alto para abafar as nossas gargalhadas.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Aumentando o repertório

Na senda do belíssimo trabalho que tenho vindo a fazer cá em casa no controlo de birras, lá agarramos nos miúdos e fomos ver os Tindersticks. Correu tudo muito bem, até mesmo a parte em em que a música parou, a multidão fez silêncio e o Pedro bocejou, mandando cá para fora todos os decibéis que estava a guardar desde o início do concerto.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

domingo, 19 de junho de 2016

Filho de peixe... fala latim??

Os meus filhos podiam ter herdado tanta coisa da mãe. Tanta coisa. Mas como é a genética que manda, ficaram só com o que, não deixando de ter muita piada, não lhes serve para nada. 
Então não é que agora o Pedro resolveu começar, assim, sem mais nem menos, a comunicar em latim? Não é uma qualquer língua ininteligível, não é uma trapalhada qualquer de criança, é mesmo latim! 
Apanha um objeto do chão e Quid est? Vai buscar um brinquedo ao cesto e Quid est? Pega numa peça de fruta e Quid est? Quem o ouvir há de pensar que a malta cá de casa não regula bem.

O que é uma perfeita estupidez.

Stultitia. É o que é.