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domingo, 4 de setembro de 2016

Para quem passa, como eu, muito tempo em parques infantis, esta questão não é nova. Estes espaços  têm um problema: são frequentados, de dia, por miúdos que ainda não sabem escrever e, quando escurece, por miúdos que simplesmente não sabem escrever. Vejamos alguns exemplos:

O que estava esta canalha a fazer quando a professora de português ensinou o uso da vírgula com o vocativo?


E afinal quantos erros dão eles nos ditados?


Nunca lhes foi explicada a diferença entre os verbos "andar" e "vir"? Então e o verbo "ir"? Não será mais adequado em algumas situações?

Enfim... toda uma problemática que importa discutir.
Outra coisa: decide-te, pá! Para que lado é afinal?

(Viste aqui a vírgula? Vocativo, meu caro!)




"Ai a minha vida!"

Concerto dos Xutos. Uma gaja sente que tem outra vez vinte anos. Uma gaja vibra por se sentir outra vez com vinte anos. Uma gaja pensa como se tivesse outra vez vinte anos. Uma gaja vê colocar-se à vontadinha à sua frente um casal que tem efetivamente vinte anos. Casalinho tem também para mais de um metro e oitenta. Uma gaja começa a bufar (é o que fazem as pessoas que já não têm vinte anos; nesta altura já não reviramos os olhos, bufamos) e membro masculino do casalinho apercebe-se da cena:
Tatiana, não vais por-te à frente da SENHORA, pois não?


Grrrrrrr!...



"Como assim o teu filho de quatro anos aspira o quarto?"

Como assim "como assim"?


O que acontece quando tens o CD da banda sonora de um filme como o Esquadrão Suicida no carro?

Nada. Só um menino de quatro anos a cantar, na padaria, com ar inocente, enquanto tu assobias para o lado.

...
I wanna chain you up
I wanna tie you down
I'm just a sucker for pain
...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Olá! Eu liguei a encomendar comida, mas não me lembro qual era o número. Será o 24 ou o 28, por aí...

Deixe cá ver... é a esposa do senhor Cerqueira?

Depende. O que é que o senhor Cerqueira encomendou?

:)
Sou incapaz de comer bolos ao pequeno-almoço. Sempre fui. A menos que seja pão de ló molhado. Ou tarte de chocolate. Ou cupcakes de baunilha. Ou bolo de banana com noz moscada. Ou torta de morango. Ou muffins de avelã. Ou pudim de limão. Ou cheesecake de framboesa. Ou mousse de amêndoa. Excetuando estes, sou incapaz de comer bolos ao pequeno-almoço.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Tinha escrito aqui sobre a minha propensão tara no que se refere aos sacos de plástico. Ganhei coragem, gente!! Foi tudo com o caraças! Sinto-me aliviada! Ganhei uns metros quadrados cá em casa! E não me refiro só à arrumação: isto agora circula-se melhor! Há muito mais espaço para passarmos de um lado para o outro! Estou finalmente livre daquela mania!!

Entretanto apercebi-me que comecei, não sei bem quando, a guardar frascos de vidro. Não faço compotas. Não faço geleias. Não os uso para pôr palhinhas nas festas. Não me servem para rigorosamente nada. Mas quem sabe um dia...?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

"Prontíssima! Agora vai ficar aqui sozinha 15m enrolada neste plástico a relaxar, ouça esta música calma e descontraia. Aproveite!"

Pensamento de pessoas normais no spa

(espaço em branco)

Pensamento de algumas pessoas normais no spa

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Esta que aqui escreve

F*oda-se! QUINZE minutos? QUINZE? Com esta gosma? O que é que isto tem de relaxante? E esta porra toda às escuras, nem sequer posso ver os candeeiros, só há velinhas por todo o lado, que coisa parva! O que vale é que o massagista era do melhor.
Quanto tempo será que já passou? E não posso mesmo levantar-me? O sacana do plástico... mais parece uma cena do dexter!... O que faz uma pessoa a quem dá a volta à barriga nesta situação?
Tanta coisa gira para fazer e eu aqui, a absorver gosma. Bolas! A piscina lá fora e eu nesta sala escura a cheirar a non sense. Bela ideia a minha... e ainda estou a pagar para isto!

"Toc toc! Lamento mas acabaram os seus quinze minutos! Eu sei, eu sei! Parece que voam, não é?"

Momentos aleatórios de um sábado à noite. Bem, não um sábado qualquer...

O que achas de deixarmos os miúdos a dormir nos meus pais e irmos jantar a qualquer lado, sem preocupações e correrias e gritinhos?

Acho que sim, mas será que o pequenito fica lá bem? Nunca dormiu fora de casa sem os pais, quando te vir a sair vai armar a barraca!

Não saberemos se não experimentarmos! E apetece-me mesmo ir beber qualquer coisa depois do jantar.

Tens a certeza? Olha que quando começamos a deixar o João nos teus pais tu não passavas dois segundos sem telefonar, a comida não te sabia bem e ficavas bastante irritadiça!

Desta vez vai ser diferente! Já não é o primeiro filho, vão estar os dois juntos e ficam muito bem entregues. Estou tranquila e vou ser boa companhia, não há ponta de irritação em mim.

(...)

Eh pá, estou aqui a pensar que devíamos jantar aqui pelo quarteirão, não vá o Pedro não querer ficar. Valerá a pena forçar só para...

...irmos jantar a qualquer lado sem preocupações e correrias e gritinhos, não foi o disseste?

(...)

Come devagar!  Ainda queres ir beber qualquer coisa depois do jantar?

Não sei... a comida não me está a saber assim tão bem... acho que até estou um bocado indisposta. Vou telefonar à minha mãe a ver como estão os miúdos. Porra, a merda da etiqueta está a fazer-me comichão... rais parta esta porcaria.

(...)

A minha mãe diz que estão porreiros da vida. Mas e se daqui a pouco o Pedro se apercebe e desata num berreiro? Ele ainda é tão pequenino! Não está preparado para dormir assim fora de casa! Eu sinto que não! Isto está a ser bastante enervante... E que tal se, em vez de irmos beber qualquer coisa, fôssemos... sei lá... buscar os meninos?

(blablabla licor beirão blablabla)

E agora? Já podemos ir buscar os meninos?

Não. Bebe mais um.




sábado, 20 de agosto de 2016

Eu estava em crer que a adolescência começava lá mais para a frente, mas veio cá um monstro chamado oito anos que engoliu o meu bebé fofinho e bem educado e agora estou a chafurdar dentro dele a ver se o trago cá para fora outra vez.

Oito anos acabadinhos de fazer.

Nada de beijos, mãe.
Nada de fotos, mãe.
Nada de abraços, mãe.
Nada de carinhas-fofas-a-olhar-para-mim, mãe.

O que foi?
Que é?
Estás a ligar-me porquê?
O que queres?


Não me venhas com o "limpei-te o rabo tantas vezes quando eras bebé!"
Não me digas que vais dizer que tiravas da tua boca para me dares a mim. Que nojo!
Não quero desse gelado, já tem o teu sabor.

Podes ir, vai, vai que aqui não se passa nada! 







Mas que car*lho é isto?










Este post foi escrito ao abrigo da parvoíce que já me é conhecida para manter a estupidez que reina neste blog. É claro que ainda há muitos momentos de ternura e abracinhos nesta casa. Mas "nada de beijos, mãe!" :)