Levo.
E eles não te atrapalham as compras?
Não. Eles lá se entretêm.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
domingo, 18 de dezembro de 2016
Mais um momento enternecedor entre irmãos
E então, Pedro, o patinho abraçou a patinha e disse-lhe Queres fazer ovinhos comigo?
Isto é Estudo do Meio a fazer maravilhas pelas crianças.
Isto é Estudo do Meio a fazer maravilhas pelas crianças.
sábado, 3 de dezembro de 2016
Fui a uma sessão baseada na meditação mindfulness. Mas por que é que me meto nestas embrulhadas? Se há coisa que eu faço desde que me conheço é perder-me completamente nos meus pensamentos, no meu mundinho, quando estou a cozinhar ou a tratar da loiça, quando estou a tomar banho ou a lavar os dentes, quando estou a ouvir certas pessoas (if you know what I mean...). E até acho bastante saudável perder-me assim, nos meus pensamentos, são momentos meus, só meus, em que, preocupada ou não, não estou propriamente consciente do que se passa à minha volta e, assim, acabo por me concentrar apenas nas ideias que povoam a minha cabeça naquele instante. Ora, a maravilhosa sessão, na qual me ensinaram que é muito importante vivermos cada gesto, sentirmos cada objeto, apercebermo-nos de cada movimento de cada músculo do nosso corpo, deixou-me assim a modos que com vontade de dar um estalo a mim própria e ter consciência disso!
Agora respirem fundo e sintam a caneta na vossa mão.
Bonito, mas tenho tanto trabalho à minha espera que isto parece só muito parvo.
Continuem a respirar fundo e apercebam-se dos movimentos do vosso diafragma.
Pois, bonito outra vez, mas o movimento de ir embora daqui seria ainda mais espetacular.
Prestem agora atenção ao ar que entra no vosso nariz.
Está bem, mas eu queria era concentra-me no verbo sair.
Neste momento, foquem-se na expulsão do ar, imaginem cada partícula.
Ora f*da-se! Cada partícula? Mas isso vai demorar de caraças! Estou tão concentrada que acho que até estou a conseguir ouvir o tic-tac do relógio. Do relógio de uma bomba chamada eu.
Por falar em bomba, saí de lá e fui direta à da asma.
sábado, 26 de novembro de 2016
Aquela estratégia de cantarolar em momento de birra? Lixei-me.
Andei que tempos a gabar-me do sucesso desta ideia. Agora, sempre que me ouve um Atenção à brincadeira, Pedro! Olha que cais e fazes um galo!, o miúdo desata a cantar O nosso galo é bom cantor é bom cantor tem boa voz...
Sempre que lhe ralho com um É assim que se entrega a tesoura? Com o bico virado para fora?, atira-me com O meu chapéu tem três bicos tem três bicos o meu chapéu...
Sempre que lanço o meu olhar ameaçador acompanhado de um Ah!, ouço de volta Ah ah ah minha machadinha ah ah ah minha machadinha quem te pôs a mão sabendo que és minha?
Sempre que se pegam e chamo, com voa mais áspera, Pedro e João!, levo com uma versão singular de O balão do João sobe sobe sem parar está feliz o petiz...
Sempre que... sempre que... sempre. Bela ideia a minha.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Quando já nem agenda e post-its colados por toda a porta de entrada me chegam
Dei por mim a enviar um email a mim própria para me lembrar de pagar os bilhetes para um concerto. Nem sei que me diga.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Há dias que me sinto com 16 anos. Há outros em que vejo o quanto cresci. Agora, sou eu que preparo os pratos, guardando para mim a parte mais seca do frango, a zona menos apetecível do peixe, o pedaço tocado da fruta. Caramba, quando é que isto aconteceu? Quando é que me tornei na pessoa que cuidava de mim, me acarinhava, me dava colo. E ainda mais importante do que isso: será que estou a fazer um trabalho tão bom como o que fizeram comigo nisto de ensinar a amar?
sábado, 15 de outubro de 2016
Enoturista
Estava a tratar do jantar quando me apercebi que não havia o que beber. Dei, então, por mim a pensar em como faço a seleção do vinho:
Antes de mais nada, tenho em conta a ocasião e a refeição, escolho cuidadosamente o sabor e o aroma, tento adequar a graduação alcoólica a quem vai bebê-lo comigo. E é óbvio que estou atenta à classificação do vinho.
Nã! Estava a gozar! Limito-me a dirigir-me à adega, vulgo garagem, não acendo a luz e tiro uma garrafa da caixa à sorte, torcendo para que não me saia vinho verde. Não é que não aprecie, é só porque me dá cabo dos intestinos.
Eu sei: sou uma connaisseuse.
Antes de mais nada, tenho em conta a ocasião e a refeição, escolho cuidadosamente o sabor e o aroma, tento adequar a graduação alcoólica a quem vai bebê-lo comigo. E é óbvio que estou atenta à classificação do vinho.
Nã! Estava a gozar! Limito-me a dirigir-me à adega, vulgo garagem, não acendo a luz e tiro uma garrafa da caixa à sorte, torcendo para que não me saia vinho verde. Não é que não aprecie, é só porque me dá cabo dos intestinos.
Eu sei: sou uma connaisseuse.
domingo, 9 de outubro de 2016
Pelos vistos os super-heróis estão em alta cá em casa!
O Pai atira-se para cima do sofá e usa a voz mais grossa que tem para dizer Hulk smash! O João ri-se à gargalhada:
Ó pai, eu só ouço a mãe a queixar-se, por isso, aqui em casa, é mais
Ó pai, eu só ouço a mãe a queixar-se, por isso, aqui em casa, é mais
o que não se mexe!
sábado, 8 de outubro de 2016
E por falar em gente marada
Acaba de passar por mim, no corredor aqui de casa, um homem na casa dos quarenta, a alta velocidade, com um copo de água na mão, a trautear a música do Flash, enquanto um miúdo de oito anos lhe grita da sala
Vê lá não deixes cair o copo!
Vê lá não deixes cair o copo!
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