mais memórias para:
verdepinheiroemsepia@gmail.com
verdepinheiroemsepia@gmail.com
domingo, 14 de outubro de 2012
E a dieta continua...
Veio-me parar cá a casa uma esplêndida marmelada com nozes - abençoada madrinha! Estou desconfiada que qualquer dia bem posso guardar o sling no sobrado.
Hoarder em latência
Vamos lá esclarecer uma coisa: eu guardo as sacas das compras em sacas das compras não vá precisar delas um dia. Estamos entendidos? Ótimo.
Em casa dos meus pais, havia uma arrecadação dentro de outra arrecadação que era tudo o que eu preciso numa casa: um sítio para esconder guardar lixo. Quer dizer, não há lá só lixo (estou a usar o verbo no presente, porque tenho a esperança que os meus pais ainda não tenham lá ido sem eu saber e deitado tudo fora), também lá estão os meus livros da primária, as minhas primeiras all stars, os patins, nenucos, os cadernos da faculdade, estojos carregados de recados que passávamos nas aulas, t-shirts usadas em ocasiões especiais, mochilas do liceu. Nada disto é lixo!! Pois não?...
E como é importante manter uma casa arrumada, a minha garagem acaba de sofrer um importante upgrade: foi-lhe acrescentado um sobrado. Estranhamente, estou com alguma dificuldade em selecionar o que vai para lá. Aquilo é de difícil acesso e sei lá quando é que vou precisar de uma saia com padrão tartan tamanho 10 anos!
. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Onde isto começou
Hoje voltei ao sítio onde isto começou. A sala está igualzinha. Só não estava lá quem me levou a querer fazer isto: uma professora topo de gama chamada Mercedes. Quem está daquele lado agora sou eu. E não é que a sala está igualzinha?
A janela da sala de cima
Quando era miúda, vivia numa casa de dois andares. Na sala de cima havia uma janela com um parapeito enorme, mas que era proibida sem a presença de adultos. Ora, já se sabe que tipo de fruta é esse. À medida que íamos crescendo, ia-nos sendo aberta a possibilidade de lá estarmos, mas dessa parte não me lembro. Ficou-me a sensação da luz do sol em boomerang a refletir-se no cimento e a bater-me nos olhos, as tranças que a minha tia me fez, os livros que folheei a fingir que já sabia ler, a horta lá fora atirada ao vento frio e a minha avó cá dentro a fazer-me camisolas de lã, a esparguete com ovo estrelado quando fazia fitas para não comer. Caraças, aquele parapeito fazia da vida uma coisa tão simples.
John's Anatomy
João chega à cozinha com um ar curioso. Aponta para o tornozelo e:
Mãe, para que serve o maléolo?
Hein??
terça-feira, 2 de outubro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O Verdadeiro Pulsar da Vida
Até hoje, sempre que um dos meus filhos olhasse para mim e sorrisse sentia que aquele era o melhor momento da minha vida.
Enganei-me.
Aos poucos vejo chegar aquele momento único que acho que todas as mães de dois desejam: quando eles olham um para o outro e deixam ver um sentimento que não vamos buscar a lado algum, que estava lá antes de chegarmos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ter um filho tolhe-nos os sentidos
Hoje, na feira medieval, ao passar na barraca dos chás, ervas e afins:
Ui, que puto de cheiro a Colimil!
Ui, que puto de cheiro a Colimil!
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Que orgulho! O meu filho ainda não sabe falar inglês! 2
Onde se lê Starsun, o João lê saco para guardar a viola.
O João conhece as leis da física e sabe o que fazer para o som atravessar o vidro
Esta rua tem uma coisa bonita: no verão, vai toda a gente para a varanda, cumprimentamo-nos de um lado para o outro da rua, esticamos o pescoço para dizer olá à vizinha do lado, acenamos a quem passa. É bonito! A menos que o João esteja na varanda a jogar à bola, me veja a passar no quarto em direção ao wc e grite Mamãããããã, vais fazer cocó?
Descobri outra coisa gira nesta rua: faz um eco do caraças...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

