Estão na televisão a falar de uma peça antiga de que eu nunca tinha ouvido falar: o espera-maridos. Fiquei curisosa. Mas espera-maridos como assim? Tinham que esperar porquê? O jantar já estava pronto? Os miúdos arranjados? E de onde vinham os maridos? De trabalhar ou da borga? Ainda pensei que isso dependia dos maridos - para uns seria um taco de basebol, para outros uma catana. Mas não - é só um casaquinho fofinho de lã em cores suaves. Que fofo.
mais memórias para:
verdepinheiroemsepia@gmail.com
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Podia vir para aqui gabar o meu miúdo mais velho outra vez
e dizer que me está a ensinar a escrever mãe dizendo a cada passo muito bem,mamã, muito bem mesmo! ou que me passa o comando para a mão e diz já escolhi o teu carro, agora carrega no ok, isso! Carregaste muito bem, sim senhora! ou que me dá um beijo quando saio para ir trabalhar e me diz ao ouvido Estás tão bonita, mamã! Que sorte que os meninos têm!
Podia vir para aqui gabar o meu miúdo mais velho outra vez. Mas não. Não venho para aqui gabar o meu miúdo mais velho outra vez. Venho só desabafar, porque ontem à noite pedi-lhe que me contasse uma história para adormecer e:
Era uma vez uma ovelha chamada Vitória.
...
...
E depois, filho?
E depois? Vitória, vitória acabou-se a história!
Nos olhos
Andei a fazer umas limpezas e encontrei este post arrumado ali num canto, já meio debaixo do tapete:
Toda a vida tive cães, mas, até ontem, nunca me tinha apercebido das marcas da velhice que se notam nos seus olhos. O Faísca, um simpático Labrador Retriever que temos há 10 anos, olhou-me de frente e deu-me um nó na garganta notar que já tem aquele olhar apagado e triste. De despedida.
Toda a vida tive cães, mas, até ontem, nunca me tinha apercebido das marcas da velhice que se notam nos seus olhos. O Faísca, um simpático Labrador Retriever que temos há 10 anos, olhou-me de frente e deu-me um nó na garganta notar que já tem aquele olhar apagado e triste. De despedida.
Não é só nos cães que a idade vai pesando no olhar. O Turista tem um Johnny Depp com o mesmo olhar do Faísca. Credo! O que aconteceu ao Tom Hanson que já nem com eyeliner vai lá?
Hoje, depois de ver o Brad Pitt no Killing Them Softly, achei que valia a pena publicar.
Hoje, depois de ver o Brad Pitt no Killing Them Softly, achei que valia a pena publicar.
It's good to be de volta...
Complete the sentence with should or shouldn't
This notebook shouldn't be here, _____________ it?
Fulaninho de Tal clears his throat firmly and full of cagança says:
This notebook shouldn't be here, Judite?
(Uma pessoa quer, porque quer, fazer-se de dura nas aulas, mas assim não dá. E também não ajuda estar a ralhar seriamente com quem conversa para o lado quando a frase que vai ler a seguir no texto é 'Nowadays people in the UK really like to eat pilau rice'. Ora porra. Assim não dá.)
This notebook shouldn't be here, _____________ it?
Fulaninho de Tal clears his throat firmly and full of cagança says:
This notebook shouldn't be here, Judite?
(Uma pessoa quer, porque quer, fazer-se de dura nas aulas, mas assim não dá. E também não ajuda estar a ralhar seriamente com quem conversa para o lado quando a frase que vai ler a seguir no texto é 'Nowadays people in the UK really like to eat pilau rice'. Ora porra. Assim não dá.)
domingo, 13 de janeiro de 2013
Dias difíceis
Logo pela manhã, João e a playstation:
Este carro vai-me passar! Que nervos! Como é que se diz? Ai, não me lembro!...
...
Ao almoço:
A sopa está na mesa. Vamos lá lavar essas mãos!
Não quero soooooopa!
Queres, queres.
Oh pá! Ooooooh!!!!! Como é aquilo? Não me consigo lembrar!
...
À tarde:
Filhote, estás com febre. Vamos lá tomar este xaropinho.
Eu não gosto disso! Não tenho nada febre!
Tens sim senhor. Abre a boca.
Buááááá! Como é que se diz aquilo? Buáááááá!!!!!
...
Agora à noite, a escolher a hitória para adormecer, caem os livros todos da estante.
Ei! Como é aquela palavra? Não me lembro!
...
Já na cama:
Mamã, tenho o nariz todo entupido!
(manda uma fungadela valente e irritada)
Como é aquela palavra?
Ah! Lembrei-me: Foda-se!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Suspiro
Caramba, já quase não me lembrava de como é inebriante o abraço de um bebé. Só conhecia o tranquilo e apaziguador. Agora este é sôfrego e possessivo e completamente avassalador. Nada de quartos minguantes. Tenho a alma cheia.
Comunicar por eufemismos ou a excelsa arte de ser um puto fixolas
Podia vir para aqui gabar o meu miúdo mais velho. Podia dizer que pede água, por favor de cada vez que tem sede, que depois de lhe cortar as unhas diz sempre obrigado, mamã, que quando me magoo vem a correr dar um beijinho dos que curam no local da ferida e só volta ao que estava a fazer quando é sim a resposta ao já passou, mãe?, que separa meninos engalfinhados e defende os que lhe parecem ser mais fracos ao estilo mete-te com alguém do teu tamanho, pá, que põe mel em cada palavra que diz e dá uns abraços do tamanho do mundo. Mas não. Não venho para aqui gabar o meu miúdo mais velho. Venho só contar que, quando faço alguma trapalhada, ele olha para mim com ar de gozo e diz: Pf! Mamã, foste às boxes, mamã! Vais perder a corrida!
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