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verdepinheiroemsepia@gmail.com
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sábado, 10 de novembro de 2018
Faz hoje cem anos que nasceu o meu Avô. Cem anos. Um século inteiro. Podem passar, a voar, outros cem: o legado que deixou em nós permanecerá. O olhar a abarrotar de orgulho continuará a fazer brilhar os nossos dias. O cheirinho ao assado de domingo manter-se-á à soleira da porta das nossas memórias, assim que entrarmos em casa. Levá-lo-emos connosco à saída também. Para o resto da tarde. O abraço terno ainda aconchegará os nossos dias mais tempestuosos e tornará os bons melhores. Foi este o Amor que nos ensinou, o que ensinamos agora e sabemos que terá continuidade em quem não teve a sorte que eu tive por poder crescer na sua companhia tão viva e presente como ainda hoje é.
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Hoje ia a caminho do trabalho, logo pela manhã, quando comecei a sentir ar frio a bater-me na cara. Verifiquei os vidros: estavam fechados. Verifiquei o ar condicionado: estava desligado. Verifiquei a chaufagem: nada. Mas que raio. A porra do ar continuava a dar-me na cara. O tempo que levei para perceber que estava a chupar um halls extra strong!
sábado, 20 de outubro de 2018
Sai à mãe #1
Fomos ao armazém dos disfarces (aka espaço de arrumação do sommier) apetrechar-nos para o Halloween, mas o Pedro borrifou-se para os bruxos, esqueletos e abóboras assim que encontrou um fato do super-herói preferido que lá estava desde outros carnavais. Vestiu-o e correu pela casa de capa a esvoaçar.
Aqui um parêntesis: este início de escola, a aprendizagem das letras e dos sons tem sido uma surpresa admirável para o menino. É muito curioso no que toca a linguagem.
Uns minutos de voo depois, vem contar-me a sua descoberta.
Mãe, estive a pensar. Ora ouve isto: cá em casa o herói é o "super ó mãe"!!
Filho de peixe...
Aqui um parêntesis: este início de escola, a aprendizagem das letras e dos sons tem sido uma surpresa admirável para o menino. É muito curioso no que toca a linguagem.
Uns minutos de voo depois, vem contar-me a sua descoberta.
Mãe, estive a pensar. Ora ouve isto: cá em casa o herói é o "super ó mãe"!!
Filho de peixe...
Literatura financeira
Num corredor da Fnac, o João passa pela secção da literatura portuguesa. Cruza-se com uma imagem de Fernando Pessoa graffitada contra uma parede.
Mãe, olha aquele senhor que está no teu cartão multibanco.
domingo, 23 de setembro de 2018
Como fazer férias no campo sem grandes deslocações
Viver na cidade. Ir para a varanda. Ter vizinhos que gostam de espanta-espíritos. Só que com chocalhos.
domingo, 9 de setembro de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
As conclusões aqui apresentadas são fruto de um longo e apurado estudo a que me propus neste verão. Pessoalmente, é francamente fácil efetuar uma pesquisa desta estirpe, já que sou do tipo que demora duas horas a ambientar-se ao bloco de gelo que temos ao longo da costa e a que muitos gostam de chamar mar. Começo por dizer palavrões em jorro da toalha até lá baixo, testo primeiro com os dedos dos pés, afasto-me dois metros, volto a tentar durante aí... digamos... uma hora e regresso aos palavrões. De seguida molho-me até aos joelhos, altura em que deixo de sentir tudo dali para baixo. E dali para cima também. Incluindo a vontade de permanecer lá em baixo. Riam-se à vontade, mas isto é doloroso para quem tem filhos que desconhecem o facto de a praia ter areia, de ser possível ler um livro com os gritos das gaivotas e do vendedor de bolas de berlim como música de fundo, de jogar qualquer coisa, qualquer coisa mesmo: bola, cartas, raquetes, a paciência da mãe para o esgoto, sei lá...
Vamos lá então. Que tipos de pessoas encontramos na água?
Ora, em primeiro lugar, parece-me justo apontar os adolescentes que saem em correria de casa já a despir-se, espetam atleticamente os indicadores no boião do protetor solar para traçarem dois riscos debaixo dos olhos e vão por ali fora a saltar selvaticamente para finalmente chegarem à água e mandarem grande chapa.
Registo igualmente os velhotes enxutos que chegam à praia vindos de todos os quadrantes para se juntarem num ponto central do areal como se lá tivessem deixado um X a marcar o local de encontro. É quando estes senhores chegam à praia que nós, trinta quarenta anos mais novas, encolhemos a barriga e tapamos a cara com uma toalha para esconder a vergonha. Uma vez no mar, nadam para a linha do horizonte e não voltamos a vê-los. Talvez cheguem aos Açores. Quem sabe?...
Temos depois as senhoras da alta meia-idade, com os seus cabelos impecavelmente penteados, que entram na água com toda a tranquilidade. A estas senhoras costumo chamar cruzeiros: nadam de um lado para o outro, calmamente, de nariz a apontar para o céu e queixo extremamente franzido, mantendo o penteado imaculado, nem um fio de cabelo molhado. Não sei como mas conseguem escapar incólumes aos índios do primeiro grupo.
Há ainda os casais de namorados. Sobre estes não há muito a dizer. Apenas que se afastam o suficiente para ninguém ver o que estão a fazer, embora toda a gente saiba que não foram para lá jogar ao sério.
Por último, há nas praias deste belíssimo país as mães quarentonas que não conseguem ser salpicadas pela água sem que lhes regelem todos os ossos que têm no corpo. São as que fazem estudos como este.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Das boas recordações de verão
O Pedro a apanhar boleias às costas do João. Piscina para lá, piscina para cá.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
❤
Gosto que te deites ao meu lado, mãe. Quando sais, o cheiro do teu cabelo fica na almofada e é um cheiro tão bom. Cheira a mãe.
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