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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Esse teu urbanohortocoiso serve para quê mesmo?



Ora bem, lá vêm vocês com perguntas giras. Serve para muita coisa! Para dar sabor aos cozinhad..., para embelezar a varan..., para ...

Serve para mariquices.


terça-feira, 7 de julho de 2015

A vida é como uma cama com lençóis pequenos: ora tira de um lado, ora dá a mais do outro.
Então e tu? Usas lingerie sexy?

Que raio de pergunta! Claro que sim!



Fazem-me cada pergunta aqui!

Esta é a mais provocadora que tenho. 


O que foi? Tem renda!

E o decote até é bastante profundo!

O que foi?




Não, não passo camisas de dormir a ferro. 


Fiquei a pensar que se calhar o meu pijama da Formiga Atómica servia para o mesmo efeito. As calças são bastante justinhas.

Sensualidade vintage. 

O que foi?
Os homens são todos assim ou é só cá em casa? Aspirar implica voltar a por tudo no sítio quando se termina, certo? É que por aqui, depois de concluída esta tarefa, parece que passou cá um furacão. Tudo espalhado! Um vendaval!
O pior é que, segundo dizem os entendidos, não podemos apontar-lhes nadinha. Querem ser valorizados e ter a sensação de que os achamos competentes em tudo. Sempre que lhes dizemos que fizeram alguma coisa mal ou que nos queixamos de algo, a auto-estima mirra-se-lhes e ficam de mau-humor para o resto do dia.

Bem, vou arrumar os poufs e as cadeiras e os brinquedos e as caixas e os cestos. Sem criticar. Trombas já chegam as minhas.
Tenho que admitir que ter vivido até agora sem conhecer a manteiga das Marinhas é muito reles.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ontem à noite estivemos sem eletricidade durante um par de horas. Pensei logo que seria uma chatice entreter os miúdos assim, mas fiquei surpreendida com o resultado. Fomos todos para o quarto, estivemos ali às escuras a contar histórias engraçadas e a ver passar, ao longe, as luzes dos aviões. Acabamos por adormecer e nem sei a que horas voltamos a ter luz.

Foi tão mágico que acho que vou mandar aquele quadro abaixo uma vez por semana.
Ando tão contente com a minha horta de varanda que até parece que vou conseguir mantê-la quando acabar o verão! Gosto destas ilusões. Deixo-me levar pelas maravilhas do calor, dos pratos picantes de verão, dos raios de luz a bater nas folhas verdejantes e pumba: peço ervas aromáticas como prenda de anos para completar a minha hortinha.
Mas estou mesmo convicta que vou conseguir levá-la avante. Nem que seja só para tratar dos sorrisos irónicos que me observam enquanto passo de regador na mão a caminho da varanda. A malta precisa de motivação, não é? Há quem o faça por gostar de comida mais saborosa, quem queira só provar que é capaz, quem pretenda vingar-se de sorrisos parvos. Ter uma horta urbana tem disto tudo. E tem também o benefício de estar a preparar couscous com tamboril e ir só ali à varanda colher umas ervinhas.
Estou entusiasmada. Temo que terei folhinhas para acariciar durante muito tempo. Estou tão certa disto como de saber que melocotón é pêssego em espanhol por causa das latas que trazíamos de Vigo quando era miúda.

É pêssego, certo?

Pelo menos era o que dizia nas latas.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Feng shui o meu... rabinho!

Ai não sei quê o espaço, ai não sei que mais a influência, ai ainda por cima o nosso bem-estar. O tanas! Sempre que penso que está tudo alinhado, lá me aparecem todos na casa de banho para acertar agulhas sobre qualquer coisa sem interesse nenhum. E esperar que eu acabe, não?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?

Tenho a imagem dos meus filhos a rasgar-me a córnea todos os dias e a infiltrar-se no mais profundo de mim. Sinto-lhes o cheiro quando lhes roubo beijos à socapa à noite e lhes sinto o perfume da respiração no meu ouvido sempre que contam o segredo mãe, gosto tanto de ti. E os abraços? Ai, os abraços... Aquele aperto que é bom mas chega a doer de tão sentido que é.

Desenvolvi, ao longo destes últimos anos, uma saliva que limpa chocolate seco da cara, do cabelo e da t-shirt e beijos que curam.

Nada me dá mais gozo do que jantar de joelhos uma vez por semana, em frente à televisão, numa mesinha pequena para crianças do ikea, a apertar cotovelos uns contra os outros.

Tenho a sorte de estar numa família que é tão minha e de eu ser tão um-bocadinho-de-cada-um-deles. De estar rodeada de pessoas que são capazes de um amor e de uma dedicação de conto de fadas.

Ganhei a força para fazer só o que gosto: já não há lugar para muitos fretes aos 37 anos. Saem disparates, entram asneiradas, mas consegui transformar-me numa espécie de trituradora que transforma mágoas em sorrisos imaculados. Demorei a construir, mas só assim foi possível aprimorar as lâminas. Lâminas de serenidade.


Se tenho o que gostaria de ter aos 37 anos?
Nem por isso. Falta tudo o resto. Mas está bom assim por enquanto.
Estou quase apta a poder dizer "No meu tempo..."